ANTENA

Café mineiro, reputação global

Publicado em 5 de setembro de 2018, 9:52:54

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O Cerrado de Minas Gerais foi a primeira região brasileira a ganhar, há quatro anos, o direito de usar uma Denominação de Origem (D.O.) para o café produzido ali — a exemplo de vinhos, queijos e alimentos de famosas regiões produtoras da Europa, como Bordeaux, Roquefort (queijo) e Parma (presunto).

Agora, a Federação de Cafeicultores do Cerrado reforça o investimento na internacionalização do Café do Cerrado por meio da participação em feiras e concursos internacionais, um caminho iniciado logo depois de conseguida a Denominação de Origem. Em 2018, estão agendadas uma incursão na Specialty Coffee Expo de Seattle, nos Estados Unidos, e uma participação na World of Coffee de Amsterdã, na Holanda (foi pela feira de Seattle que começou, em 2014, a apresentação dos cafés do cerrado ao mundo).

Em 2017, a marca e a D.O. Café do Cerrado foram lançadas na Europa durante o evento World of Coffee em Budapest, na Hungria. A marca mineira ganhou visibilidade no fim de 2017, quando um lote de seis sacas do produto alcançou o preço recorde global de R$ 55 mil por saca em leilão virtual na plataforma Cup of Excellence.

O leilão foi um evento global: a prova dos cafés foi em Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo; os compradores eram do Japão e da Austrália, e os produtores do café recordista (ao lado) são Gabriel Nunes e seu pai, Osmar Pereira Nunes Júnior, de Patrocínio, no Alto Paranaíba. A região, vizinha ao Triângulo Mineiro, ganhou assim o direito de se gabar de produzir o café mais caro do mundo.

Esta nota foi publicada na página 10, seção Antena, do número 38 da Revista PIB, de nov/dez/2017 e jan/2018.

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