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15/08/2012

UE flexibiliza regras da cota Hilton

Brasil aumenta de 4% para 25% o aproveitamento da cota de 10 mil toneladas a que tem direito. Greve tem impacto no volume exportado

Confinamento volta a ser aceito pela UE

Os exportadores brasileiros de carne bovina conseguiram flexibilizar as regras da União Europeia para a Cota Hilton, que agora passa a aceitar também a carne de boi criado em confinamentos. Segundo informações da Associação Brasileira da Indústrias Exportadoras de Carnes, essa mudança poderá provocar um aumento na quantidade de carne exportada pelo Brasil a este mercado, que em geral, pratica preços com ágio mínimo de 20%. A Cota Hilton é uma parcela de exportação de carne bovina sem osso, de alta qualidade e valor, que a UE outorga anualmente a países produtores e exportadores. O gado confinado era vetado por conta da doença da vaca louca. A Argentina é o país que tem maior participação, e também o maior aproveitamento , mais de 92%. O Brasil aproveita pouco desta cota, mas vem  melhorando seu desempenho. Na safra de 2010/2011 (de julho a junho de cada ano) embarcou 450,48 toneladas, ou 4,51% da cota. Nesta safra (2011/2012), conseguiu embarcar 2,562 mil toneladas, elevando o  aproveitamento da cota para 25,6%. A Argentina cumpriu 63,57% da sua cota (que passou para 29,375 mil toneladas); a Austrália, 98,90%; o Uruguai, 99,99%; a Nova Zelândia, 99,97%, e o Paraguai, com a febre aftosa, 36,87%. Os Estados Unidos/Canadá, pelo mesmo motivo do ano anterior, cumpriu 21,82% do total. A dificuldade dos pecuaristas brasileiros em se enquadrarem na cota está no processo de rastreabilidade, exigido para comprovar que o gado foi criado a pasto. Com a queda desta exigência, aumentam as chances de produtores de cria e recria que não estão no sistema.


Greve reduz exportações. A greve dos fiscais agropecuários – vinculados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) -, que já dura 6 dias, impediu o envio de 1.725 toneladas de carne bovina ‘in natura’ congelada para o mercado internacional. As cargas não puderam ser embarcadas porque dependem da certificação necessária para a exportação e estão paradas nas indústrias. Enquanto isso, as empresas vão atingindo sua capacidade máxima para estocagem. Pelo menos duas já chegaram ao limite. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo) Luis Freitas, ainda não é possível mensurar as perdas financeiras. Ainda de acordo com Freitas, não se cogita redirecionar a produção. “Quando você produz carne para o mercado externo é uma carne manipulada de acordo com as exigências de cada cliente. Geralmente é um produto específico para cada mercado. Já há prejuízos”, ponderou.


Fonte: Agência Brasil/Abiec


Crédito/fotos: www.nelorems.org.br



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