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06/08/2012

Brasil vai produzir vacina contra catapora

A tecnologia virá do GlaxoSmithKline (GSK) e a produção será feita pelo Bio-Manguinhos, da Fiocruz

Alexandre Padilha visita laboratório na Fiocruz

A Fiocruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), assinou neste sábado (4/8) acordo de transferência de tecnologia para produção da vacina varicela com a GlaxoSmithKline (GSK). O imunizante contra esta enfermidade, popularmente conhecida no Brasil como catapora, será combinado à vacina sarampo, caxumba e rubéola, chamada tríplice viral (TVV), e assim passará a ser uma vacina tetraviral (SCRV), prevenindo contra estas três doenças e também varicela. O desenvolvimento de uma vacina contra a varicela em Bio-Manguinhos/Fiocruz permitirá a sua distribuição gratuita na rede pública e inserção no Calendário Básico de Vacinação, o quem deve ocorrer a partir de 2013 segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele esteve na assinatura do acordo, realizada no sábado, no Rio de Janeiro. A vacina contra catapora não está disponível no SUS. Atualmente, ela só é encontrada em clínicas particulares pelo preço de R$ 150,00.


Segundo Padilha, o acordo garante o acesso a medicamentos e vacinas sem depender de outros países. “Podemos tomar como exemplo a pandemia do vírus [Influenza] H1N1, quando a vacina não era produzida no país e não foram feitas doses em quantidade adequada.” O interesse por parte do GlaxoSmithKline em produzir o medicamento no Brasil, segundo o ministro, é determinado pelo tamanho do mercado consumidor nacional. “Produzir aqui significa distribuir para milhões de pessoas. Atualmente, temos 34 projetos que são parcerias com empresas”, explicou. Para o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, “o acordo de transferência de tecnologia demonstra o papel fundamental da Fiocruz enquanto instituição estratégica de Estado, na estruturação do complexo industrial da saúde no país”. Segundo o vice-presidente da GlaxoSmithKline América Latina e Mercados Emergentes, Rogério Ribeiro, a iniciativa sela “mais um acordo que, sem dúvida contribuirá para o aprimoramento da saúde pública no país”.


A vacina varicela foi desenvolvida no Japão no início dos anos de 1970, mas apenas em meados da década de 1990 passou a ser mais amplamente utilizada nos países ocidentais. É produzida a partir do vírus varicela-zoster vivo atenuado e é altamente eficaz. Uma única dose da vacina (via subcutânea, com uso de seringa) resulta em um nível de proteção de 97% em crianças de até 13 anos – sua administração é indicada a partir dos 12 meses de idade. Resultados semelhantes são obtidos em pessoas maiores de 13 anos com a aplicação de duas doses da vacina. Além de apresentar um bom perfil de tolerância, raramente produz eventos adversos ou reações alérgicas.


Este é o quinto acordo assinado entre o Bio-Manguinhos/Fiocruz e a GSK. O primeiro, em 1999, permitiu a produção nacional da vacina conjugada contra Haemophilus influenzae tipo b (Hib), época em que apenas dois laboratórios no mundo inteiro produziam este medicamento. O segundo, em 2003, novo acordo transferiu para a Fiocruz a tecnologia para produzir a vacina combinada de sarampo, caxumba e rubéola, até então o único imunobiológico presente no Calendário Básico de Vacinação ainda importado pelo MS. Em 2007 foi assinado o terceiro acordo, em que a GSK concordou em ensinar a produzir a vacina de rotavírus. A previsão é de que cerca de 50 milhões de doses da vacina sejam produzidas nos próximos cinco anos. A nacionalização completa das etapas de produção está prevista para 2013, o que irá gerar uma economia estimada em, pelo menos, US$ 100 milhões. Em 2009, em um acordo inédito, Fiocruz e GSK firmaram contrato para desenvolvimento conjunto de uma vacina contra a dengue e no ano seguinte, outro acordo para a transferência de tecnologia para produção da vacina pneumocócica conjugada, que protege contra a pneumonia e meningite causada por pneumococo. Com isso, o imunizante passará a ser fabricado em Bio-Manguinhos/Fiocruz a partir do próximo ano.


 


Fonte: Agência Brasil/ Agência Fiocruz de Notícias


Crédito/fotos: Tania Rego/Abr



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