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06/08/2012

Empresas brasileiras investem menos no exterior

A queda expressiva, de 80,7% no investimento líquido que as empresas brasileiras fazem no exterior para compra de ativos, foi determinada pela crise global. O estoque brasileiro soma, em junho, R$ 239,842 bilhões.

Carlos Mussi: redução é tendência de curto prazo

Banco Central divulgou ontem dados do primeiro semestre deste ano, quando US$ 7,058 bilhões saíram do país para compra de participação no capital de empresas no exterior. No mesmo período, US$ 4,248 bilhões de vendas de ativos voltaram para o Brasil, o que dá um investimento líquido de US$ 2,81 bilhões, 80,7% menos do que em igual período do ano passado, quando a saída líquida foi de US$ 14,597 bilhões. No caso dos empréstimos intercompanhia (entre as empresas no Brasil e no exterior), houve mais vinda de recursos para o país do que liberação para o exterior. Nos seis meses do ano, a receita líquida ficou em US$ 7,822 bilhões, ante US$ 17,081 bilhões do primeiro semestre de 2011.


 As receitas de lucros e dividendos do Brasil cresceram de US$ 690 milhões, no primeiro semestre do ano passado, para US$ 4,029 bilhões, nos seis meses deste ano. “O crescimento das economias desenvolvidas reduziu-se bastante. Assim, diminuiu também a perspectiva de negócios. No Brasil, mesmo com o desaquecimento do nível da atividade, há o consumo dinâmico das famílias e essa perspectiva continua para os próximos anos”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), Luís Afonso Lima. Para ele, o aumento nas receitas de lucros e dividendos tem como motivo a alta do dólar, que estimula o envio de recurso para o Brasil. Para o diretor do escritório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) no Brasil, Carlos Mussi, essa redução dos investimentos brasileiros no exterior é um tendência de curto prazo. “A internacionalização deve continuar e será incrementada, se a economia internacional se estabilizar dentro de um cenário mais previsível. É uma época de ajuste, de cautela diante do cenário internacional”, disse.


Mussi lembra ainda que as empresas brasileiras estão trazendo recursos para projetos estratégicos no país, como nas áreas de mineração e petróleo. “Há necessidades maiores de investimento no país”, acrescentou.


Principais destinos
República Dominicana 18,5%
Espanha                      14,1%
Estados Unidos            10,1%


Setores mais procurados
serviços (financeiros, transportes, infraestrutura, telecomunicações, entre outros): 50,7%.


Indústria: 46,5%


agricultura, pecuária e extrativa mineral: 2,8%.


 


Fonte: Agência Brasil; Crédito/foto: Divulgação/Fiesp



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