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31/07/2012

Embraer vende 20 aviões para a Venezuela

Este é o primeiro negócio gerado com a entrada do país caribenho no Mercosul, que está sendo oficializado hoje em Brasília

: ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota (Brasil), Héctor Timerman (Argentina), Luis Almagro (Uruguai) e Nicolás Maduro (Venezuela)

E a Venezuela quer vender petróleo ao Brasil. Estes são os primeiros resultados da incorporação da Venezuela , que detém 7,6% do PIB da América do Sul, ao bloco.A venda dos aviões, modelo  Embraer 190AR, foi negociada com a empresa estatal de aviação venezuelana, a Conviasa, durante reuniões entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez e ontem, os ministros das Relações Exteriores do Mercosul fecharam os termos da venda.


As aeronaves do tipo 190AR têm capacidade de 98 a 114 assentos. O acordo prevê a venda seis jatos e 14 opções de compra para o mesmo modelo. O valor total do negócio, segundo informações oficiais da Embraer, é de US$ 271,2 milhões (janeiro de 2012), e pode chegar a US$ 904 milhões caso todas as opções de compra sejam confirmadas. As primeiras entregas estão programadas para ocorrer até o final de 2012.


Na mesma reunião, Chávez tratou de oferecer petróleo cru ao Brasil, produto mais precioso e que faz da Venezuela um parceiro estratégico para o bloco. “Propusemos hoje e a presidenta se mostrou muito interessada que a Venezuela exporte petróleo cru ao Brasil. O Brasil ainda importa petróleo e nós estamos incrementando nossa produção. Este ano, a Venezuela vai chegar a [produzir de] 3 milhões de barris a 3,5 milhões”, disse Chávez ao deixar o Palácio da Alvorada pouco depois da meia-noite, após quatro horas de encontro.


De acordo com informações do Itamaraty, com o ingresso da Venezuela o Mercosul passa a ter população de 270 milhões de habitantes (70% da população da América do Sul), que geram um Produto Interno Bruto (PIB) em valores correntes de US$ 3,3 trilhões, equivalente a 83,2% do PIB do continente e um território de 12,7 milhões de quilômetros quadrados (72% da área total), de acordo com o Itamaraty.


Na prática a liberalização do comércio da Venezuela no bloco tem prazo de quatro anos para ocorrer, a contar do próximo dia 13 de agosto, data em que a adesão ocorre legalmente. Um grupo de trabalho deverá fazer a adequação da nomenclatura dos produtos venezuelanos, que devem ser as mesmas adotadas entre os países do Mercosul, nos próximos 180 dias. Com relação à definição da lista de produtos, que Chávez diz ter mais de 800 itens, a prioridade é incluir as mercadorias em que as taxas já sejam próximas às cobradas pelo Mercosul – entre 10% a 12,5%. Na Venezuela, a média cobrada é 12%. Só depois disso ocorre a liberalização efetiva do comércio na região. Embora o prazo seja de quatro anos, a estimativa é que isso ocorra a partir de janeiro de 2013.


Chávez fez festa e previsões entusiasmadas. Disse que a Venezuela está pronta para firmar outros acordos com o Brasil e que o ministro Fernando Pimentel deve ir a Caracas nos próximos dias com um grupo de empresários brasileiros interessados em fechar parcerias com venezuelanos, citando a compra das aeronaves como “o primeiro deles”. “É milionário o acordo, são várias centenas de milhares de dólares. Mas é um projeto até modesto em relação ao mapa de projetos que temos com o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], a Refinaria Abreu e Lima, alianças petroleiras, energéticas”, disse. A Venezuela tenta se incorporar ao Mercosul há seis anos, no que vinha sendo impedida principalmente pelo Paraguai. “Esperamos este dia por muitos anos. Para a Venezuela é muito importante, porque esse é o nosso rumo, é o nosso projeto, a união sul-americana. E para o Mercosul uma porta gigantesca se abriu. O Mercosul agora é Caribe. É um passo histórico e reformará completamente a união sul-americana”, avaliou.


Fonte: Agência Brasil e Embraer
Crédito/foto:  Valter Campanato/ABr



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