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21/07/2012

Brasil ameaça retaliar Estados Unidos

Medida é uma reação à política norteamericana de subsídios aos cotonicultores, segundo embaixador

EUA pagam US$12,2 milhões por mês a Instituto do Algodão

As sanções contidas na medida foram aprovadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2009, mas a decisão de exercê-las vai depender do entendimento da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que dará a palavra final. “O Brasil não deseja fazer retaliações à política norte-americana de subsídios ao algodão, mas pode ser levado a isso”, disse o representante permanente do Brasil na OMC, embaixador Roberto Azevedo. A afirmação foi feita ontem, depois de mais uma rodada de entendimento entre autoridades do Brasil e dos Estados Unidos em busca de uma saída negociada para o contencioso do algodão, de modo a evitar a retaliação brasileira. Os encontros, realizados desde a última terça-feira (17), tiveram a participação de representantes da iniciativa privada ligados à cultura do algodão e foram motivados pela aprovação de um novo texto pela Câmara norteamericana da lei agrícola (Farm Bill), que garante subsídios aos produtores de algodão e outros benefícios considerados ilegais pela OMC, ainda mais prejudicial aos produtores de algodão dos países em desenvolvimento do que a primeira, de 1934, e que motivou as reclamações brasileiras à OMC. A nova lei deverá ainda ser aprovada pelo Congresso e irá substituir a atual, que vence em setembro. Azevedo explica que o texto em negociação prevê aumento dos subsídios e considera a situação “inquietante” já que, a seu ver, não há “justificativa convincente” para o acordo. “O produtor tem que responder aos estímulos do mercado e não às subvenções do governo”, disse. Azevedo afirmou ainda que a alteração na lei agrícola “distorce as condições de competição do mercado”. As autoridades dos dois países terão mais uma rodada de negociações em outubro. Até o momento, o governo norteamericano tem depositado mensalmente, desde abril de 2010, uma cota de US$ 12,275 milhões para o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), a título de reparação de prejuízos ao produtor brasileiro.


Fonte: Agência Brasil



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