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Boi brasileiro estreia selo verde

Mafrig ganha selo que pode abrir mercados de carne mais seletivos

boi Nelore em leilão

Desde junho, a carne dos bois que se criam na Fazenda São Marcelo, em Tangará da Serra, em Mato Grosso, chega ao consumidor com o selo Rainforest Alliance Certified. Isso significa que todo o processo de produção, desde o pasto até a distribuição no varejo, está rastreado e certificado de acordo com critérios de sustentabilidade socioambiental. O Grupo Marfrig Beef, para quem a fazenda produz, torna-se, assim, a primeira indústria de alimentos de proteína animal no mundo a rastrear por completo seu ciclo produtivo (a Rainforest Alliance é uma entidade internacional de certificação florestal criada nos Estados Unidos, há 25 anos, e representada no Brasil pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola — Imaflora). Com o selo, a Marfrig espera alavancar suas exportações pela chamada Cota Hilton do mercado — cortes especiais de carne de boa qualidade, mais valorizada no mercado externo. Uma tonelada da carne incluída na Cota Hilton alcança preços entre 12 mil e 14 mil dólares, enquanto a da carne in natura fica em cerca de 8,9 mil dólares. O Brasil tem direito a produzir 10 mil toneladas “Hilton”, numa cota mundial limitada a 65.250 toneladas anuais, mas sempre teve dificuldades em preencher sua parcela. Até 2010, usava apenas 4% dela, deixando de ganhar cerca de 82 milhões de dólares por ano. Mas esse quadro começa a mudar. No ano comercial que terminou em 30 de junho, as estimativas dos analistas eram de que os produtores brasileiros chegariam a vender 31% do total autorizado, levando em conta um aumento nas exportações de carne brasileira para a União Europeia de 12,5% em volume, entre janeiro e abril deste ano. Além de permitir participação maior na Cota Hilton, o selo obtido pela Marfrig poderá também abrir para os produtores brasileiros mercados europeus mais seletivos, como Inglaterra, Alemanha, França, Holanda e Itália, e estimular outros elos da cadeia das proteínas animais a melhorar a qualidade da produção e das condições de trabalho.


Crédito da foto: Associação Sul-Mato-Grossense dos Criadores de Nelore



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