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Tempo livre em Barcelona

Artes e arquitetura, música ou gastronomia? A capital da Catalunha tem de tudo

Fabiano Fontenelle
As torres da Sagrada Família: ícone de Barcelona

Barcelona,  


A capital da Catalunha conquistou o brasileiro Fabiano Fontenelle em 1999, quando ele desembarcou lá para fazer uma pós-graduação. Desde então, o mineiro-candango (foto ao lado) tornou-se também barcelonês por escolha — sua mulher e sua filha são catalãs, e ele é hoje o diretor comercial de uma empresa que administra centros de convenções e de negócios. Com 1,6 milhão de habitantes, a segunda maior cidade da Espanha recebe mais de 6,5 milhões de turistas por ano. Para entender o porquê, basta pisar em Barcelona pela primeira vez, diz Fabiano, nosso guia neste passeio.


 


Se tiver algumas horas...


No mapa, boa parte de Barcelona se desenha como uma malha quadriculada. Essa área é o Eixample, o plano de crescimento da cidade idealizado em 1860 pelo urbanista visionário Ildefons Cerdà. Por aqui começamos. Para o visitante com pouco tempo, uma caminhada pelo Passeig de Gràcia partindo da praça Catalunya — a avenida emblemática e o centro nevrálgico da cidade — proporcionará uma visão condensada e significativa desta capital mediterrânea. A arquitetura dos edifícios art nouveau (aqui chamado de Modernismo catalão) é marcante. No cruzamento da rua Aragó confrontam-se leituras distintas do estilo por três de seus maiores arquitetos: a Casa Batlló, de Antoni Gaudí; a Casa Lleó Morera, de Lluís Domènech i Montaner; e a Casa Amatller, de Josep Puig i Cadafalch (o quarteirão — manzana, em espanhol — é apelidado de manzana de la discordia).


Mais adiante, fica a Casa Milà (La Pedrera), de Gaudí, o mais famoso do trio. Sugiro visitar o Espaço Gaudí, no sótão, e passear no telhado, com suas peculiares chaminés. Quem se encantar com La Pedrera vai querer conhecer outras obras-primas do arquiteto: a inacabada Igreja da Sagrada Família e o Parque Güell, ambas ao alcance de uma curta corrida de táxi. Antes de partir, sugiro uma parada num dos restaurantes desta região. Um lugar clássico é o Ciudad Condal, na Rambla de Catalunya (paralela ao Passeig de Gràcia). Agradável, sempre cheio, é famoso pelas tapas (pequenas porções para acompanhar a bebida).
Não muito longe, a Fonda Gaig serve comida catalã tradicional —
leia-se bacalhau, vieiras, carnes e massas — em ambiente moderno.


 


Se tiver um dia inteiro...


Siga para o parque de Montjuic, ao sul da cidade. Barcelona foi berço e residência de grandes artistas, e no parque vamos encontrar o museu/fundação dedicado a um dos maiores: Joan Miró. A Fundació Miró é o museu de que mais gosto aqui. O castelo no topo da montanha, acessível por um teleférico, é o lugar ideal para se ter uma visão panorâmica da cidade. De volta ao centro antigo, é hora de conhecer o Museu Picasso. O artista viveu os anos de juventude em Barcelona, e seu museu ocupa dois palácios da rua Montcada, no bairro do Born. O acervo recolhe obras desse período de formação.


O Born tornou-se um lugar de referência, com grande variedade de lojas e restaurantes. Nele está a igreja gótica de Santa María del Mar, para muita gente a mais bonita de Barcelona. Costumo levar convidados a um ótimo restaurante basco, o Sagardi, a alguns passos dessa igreja. Não deixe de experimentar o cogote de bacalhau ou o txuletón (costela de boi). A dez minutos de caminhada, o Mercado de Santa Caterina, na Cidade Velha, combina a arquitetura do século 19 com uma ousada restauração moderna. E abriga o Cuines Santa Caterina, restaurante que oferece desde sushis até a comida de mercado catalã (que recomendo). Deixando o Born, ao cruzar a Vía Laietana, entramos no Bairro Gótico, o coração medieval de Barcelona. O labirinto de ruas estreitas e pequenos largos nos leva à velha Barcino (o nome romano da cidade). A Catedral, o Museu d’Història de la Ciutat e a Plaça Reial são dignos de visita.


 


Se tiver o fim de semana inteiro...


Barcelona é uma cidade gastronômica e, se eu tivesse de recomendar apenas um restaurante, seria, sem dúvida, o original Tickets: onde mais encontrar a alta cozinha de Ferran Adriá, o chef-estrela da Catalunha, aplicada às pequenas porções de um bar de tapas? Mas reserve bem antes. O elegante Lasarte, de Martín Berasategui, é outra casa excepcional, com duas estrelas no guia Michelin: pratos criativos, qualidade e preços altos. Não deixe de provar a terrina de foie e angulas defumadas! Bem diferente, o Envalira é outro favorito. Fora da rota turística, um pouco apertado, a comida é ótima e o ambiente caseiro. Recomendo as alcachofras fritas e os pratos de arroz.


Vamos falar, afinal, da Rambla, a rua mais conhecida de Barcelona. Vale enfentar a maré de turistas (e batedores de carteira) para chegar às delícias do mercado da Boquería, que fica lá. Há registros de um mercado de comidas no lugar desde o século 13! Mas atenção: os melhores preços e produtos costumam ficar mais para dentro, além da primeira linha de lojas. A poucos metros, o Gran Teatre del Liceu é uma das grandes casas de ópera da Europa. Esta é, também, uma cidade musical; é comum encontrar o cartaz de “lotado” nas bilheterias das salas de concerto e espetáculos de todos os gêneros, como o Sonar (www.sonar.es), o festival de música eletrônica mais importante do mundo. Tente programar-se com antecedência.


Barcelona tem quilômetros de praia, mas nem sempre as curtiu: a orla marítima era ocupada por galpões industriais e pesqueiros. O plano urbanístico dos Jogos Olímpicos de 1992 virou a cidade de novo para o mar. Um grande passeio marítimo e praias que se estendem para o norte abriram um novo espaço público (e turístico). Na área da Vila Olímpica se concentram restaurantes e boates frequentadas por barceloneses e visitantes, tais como Shôko e CDLC. Depois do jantar (que na Espanha é muito tarde), esses lugares costumam recolher as mesas e se transformar em casas noturnas. O ambiente é jovem, com muita gente bonita.



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