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Realidade Aumentada

Executiva de agência de desenvolvimento de cantão suíço vem ao Brasil conhecer empresas de tecnologia

Jocelyne Pepin*
Dia de trabalho na iMax, discussões sobre novos games

Devido ao grande número de empresas brasileiras que buscam uma oportunidade para se instalar na Europa, a unidade de Novas Empresas do cantão de Valais, na Suíça, designou o Brasil como um dos países a integrar sua rede de crescimento econômico. Foi assim que acabei me encontrando em São Paulo. A minha visita, que exigiu muitos meses de preparativos, acabou sendo extremamente construtiva.


Os cinco dias que ali passei foram incríveis. Antes de ir ao Brasil, eu não tinha ideia da imensidão do país. A escala de grandeza é totalmente diferente. Apenas para ir de uma ponta a outra da cidade são necessárias duas horas. A média da população das cidades no estado de São Paulo é 350 mil habitantes, o que corresponde à população inteira do cantão de Valais. Até os parques tecnológicos assumem uma dimensão inimaginável. Num dos dias, visitei o departamento de uma universidade que abriga uma incubadora. Enquanto andava pelo complexo, tive a impressão de estar atravessando o equivalente a duas grandes cidades suíças.


Conheci pequenas e médias empresas criativas que surgiram nos últimos anos no rico interior do estado de São Paulo. Empresas com atuação em setores muito interessantes para o nosso estado, como tecnologia da medicina, fitobiotecnologia, bem como informação e telecomunicações. Dentre as empresas que a tive oportunidade de visitar, fiquei muito impressionada com a iMax Games, que desenvolve jogos e tecnologia relacionada a realidade aumentada. Seus escritórios ficam numa casa na zona residencial de São Carlos, uma cidade no norte do estado de São Paulo. O ambiente que encontrei nesse lugar é muito especial, a começar pela aparência dos jovens que ali trabalham. Diria que todos tinham entre 20 e 40 anos de idade. A atmosfera, também, era especial: metidos em calças jeans e camisetas, os jovens passam 20 horas por dia em frente a tela de computador, sempre pensando em novas ideias. Também visitei empresas como a Cablevision, especializada em telecomunicações, a Dabi Atlante, que produz instrumentos para cirurgia dentária, a Deltronix, fornecedora de equipamentos hospitalares, e a Ouro Fino, fabricante de  produtos agroalimentares e veterinários. O ambiente era bem diferente do que eu havia encontrado na Imax Games, mas mesmo assim fiquei impressionada com a cordialidade e a delicadeza dos empreendedores.


Essa visita me fez perceber um grande número de semelhanças entre o Brasil e a Suíça. A maneira pela qual os centros tecnológicos funcionam e suas ligações com as universidades estão entre os exemplos mais vívidos dessas semelhanças. Neste domínio, Suíça e Brasil dividem as mesmas expectativas. Acredito que nossas experiências realmente se complementam. As conexões estabelecidas com diversas empresas durante minha estada no Brasil foram extremamente enriquecedoras. O fato de poder conhecer pessoalmente os atores locais me permitiu entender melhor as necessidades dessas corporações. Para alguns, a carência é logística — como maximizar seus contatos com clientes europeus —, enquanto para outros talvez seja a necessidade de encontrar novos “alvos” para seus produtos e serviços ou criar novas parcerias com institutos e universidades de alto gabarito. Nada disso teria sido possível por telefone. O trabalho de Hamilton Belizário, diretor da área da agência da Grande Genebra e Berna para o Brasil, também me ajudou muito. Ele trabalha como nosso representante perante as empresas brasileiras e foi quem coordenou minha viagem.


A comunicação foi muito facilitada pela abertura e curiosidade dos nossos entrevistados em relação ao que tínhamos para lhes oferecer. Fiquei impressionada com a gentileza das pessoas. Em algumas áreas econômicas, você não pode dar como certas essas atitudes, e esse foi um aspecto muito gratificante da minha viagem. Companhias trabalhando em tais condições são exatamente aquelas que o cantão de Valais busca atrair. 



*Jocelyne Pepin é dirigente da unidade de Novas Companhias no escritório de desenvolvimento econômico do cantão de Valais, na Suíça. Esse cantão é membro da área da Grande Genebra e Berna, i.e, a agência de desenvolvimento econômico da Suíça Ocidental.



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