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Um futuro made in China?

No atual cenário de crise mundial, o robusto crescimento e blindagem dos países da América Latina têm refletido, em grande parte, a contínua expansão chinesa.

Flávia Carbonari

Se no curto prazo esse processo tem favorecido a região, analistas já começam a discutir os perigos de uma crescente dependência do gigante asiático sem uma correspondente expansão produtiva nas economias latino-americanas. Há o receio de que isso possa levá-las ao caminho da “maldição das commodities”. Em relatório divulgado em setembro, um grupo de economistas do Banco Mundial levantou a questão logo no título: “Crescimento de longo prazo da América Latina – Made in China?”. Comparando a presença da China hoje na região com o que acontecia com o Japão e as economias do Leste Asiático entre os anos 1970 e 1990, o estudo aponta uma diferença fundamental: não se veem, no primeiro caso, sinais de disseminação (spillovers) de conhecimento e difusão de tecnologia, como ocorreu no passado com os países vizinhos do Japão. “Os países da América Latina precisam encontrar uma maneira de capturar o valor agregado das trocas (com a China) e de absorver conhecimento e tecnologia”, avalia Eric Farnsworth, do Council of Americas. “Caso contrário, a China vai continuar comprando commodities e reexportando produtos de maior valor agregado.” Em 2009, a China tornou-se o primeiro parceiro comercial de países como Brasil, Chile e Peru, sendo responsável por entre 10% e 20% do total comercializado por cada um deles. Apenas no Brasil, o mercado chinês absorveu mais de 15% das exportações em 2010, sendo 84% representadas pela venda de produtos primários. “A grande questão agora é saber como a América Latina pode transformar essas relações em uma importante – mas não única – fonte de crescimento”, enfatiza o relatório do Banco Mundial. Para Farnsworth, essa diversificação é fundamental em face de consequências negativas, como a degradação ambiental, o desrespeito aos direitos humanos e a corrupção, que podem resultar da intensificação de relações comerciais com a China.



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