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Outros voos

Comandante brasileiro conta sobre as oportunidades de trabalho na China

Janaína Silveira
Comandante Lotário Kieling: pioneiro em Shenzhen

Em 2004, o comandante Lotário Kieling, então na Vasp, pegou carona na crise aérea brasileira — que fecharia a empresa onde trabalhava, além de acelerar a quebra da Varig — e aceitou uma proposta da Shenzhen Airlines, companhia chinesa do sul do país. Quem chamou a atenção dele para a oportunidade foi um colega que já trabalhava na Ásia. Deu tão certo que, pouco tempo depois, Kieling já seria o chefe dos pilotos estrangeiros da empresa, agora integrada ao grupo da Air China, a terceira maior linha aérea do país. Com ele, chegaram outros brasileiros, num grupo inicial de 12 pilotos.


Com o trabalho no Brasil escasseando, a proposta chinesa era tentadora. Os brasileiros supriam a carência de profissionais treinados para atender ao explosivo crescimento da economia do país, que multiplicou a demanda por viagens aéreas. Mas há peculiaridades no arranjo da empresa com os brasileiros. Até hoje, eles voam sempre acompanhados de copiloto e tripulação chinesa. E a língua oficial de comunicação é o inglês. O mandarim pareceu uma barreira intransponível desde o início, e entre os brasileiros não há piloto que tenha encarado seu aprendizado.


 Atualmente, segundo Kieling, a Shenzhen Airlines tem cerca de 40 pilotos brasileiros. A maioria veio após ter a vaga fechada no Brasil, mas há quem tenha simplesmente optado por deixar o trabalho anterior e vir parar em terras chinesas. O ambiente internacional para a educação dos filhos, ao lado da segurança das cidades chinesas, são as primeiras vantagens elencadas pelos brasileiros na vida do outro lado do globo. Como para os calçadistas da vizinha Dongguan, a vida tranquila é chamariz tão forte quanto os salários. E como a economia brasileira tem se recuperado, eles também acreditam que o setor aéreo verde-amarelo poderia empregá-los outra vez. Mas voltariam? A maioria, não tão cedo, pelo menos.


“Aqui, a infraestrutura aeronáutica é excelente, o salário é melhor e a escala [calendário de voos] muito mais relaxada”, conta o piloto Sandro Poli, que está há quase três anos na Shenzhen Airlines, pronto para renovar o contrato por outros três. “E os aviões em que voamos são os mesmos do Brasil.” Outro piloto,  Umberto Dalpian, de Caxias do Sul, resume assim seus motivos para esticar a aventura oriental: “Não dá para viver aqui a vida toda, mas eu não volto antes de minha filha se formar em Hong Kong”.



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