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Tempo de pensar na Polônia

O país europeu acena aos investidores com atrativos que espelham a situação brasileira: segue crescendo, apesar da crise, e vai sediar a Eurocopa 2012

Jacek Junosza Kisielewski
Estádio Nacional, Varsóvia palco da Eurocopa

 crise econômica global provocou uma reavaliação da economia mundial. Inúmeros países e empresas líderes tiveram prejuízos, enquanto outros emergiram no cenário mundial, ganhando visibilidade e importância. É hora de reavaliar parcerias e definir quais permanecem proveitosas e quais as que deveriam ser estabelecidas sob novos parâmetros, com parceiros renovados que revelem dinamismo e adaptabilidade diante da mudança das condições.


A Polônia é um dos poucos países que atravessaram a crise econômica sem interromper seu desenvolvimento. Houve uma natural desaceleração, mas ainda assim a Polônia fechou 2009 com um crescimento do PIB de 1,7%, o quinto melhor do mundo em termos de valor acrescido. Nenhum outro país europeu atingiu tal resultado. Já 2010 trouxe um crescimento econômico de 3,8%, o terceiro melhor resultado dentro da União Europeia. As previsões de crescimento para 2011 são igualmente animadoras. Vale salientar que o crescimento econômico da Polônia vem se mantendo ascendente há 18 anos.


Segundo a mais recente edição do Índice de Confiança FDI, que mede a confiança dos investidores estrangeiros, a Polônia passou da 22a posição, em 2007, para o sexto lugar no mundo. Este aumento constitui não só o reflexo de fatores como o crescimento econômico estável, o tamanho do mercado interno, o acesso ao mercado europeu, a mão de obra qualificada, o baixo risco de deterioração da situação econômica em futuro próximo e a localização geográfica estratégica, no coração da Europa. É também resultado do fluxo de subvenções do Fundo de Coesão da UE. A Polônia, o maior país dentre os 12 novos membros da UE, com mais de 38 milhões de habitantes, é o maior beneficiário deste fundo.


Em 2012, a Polônia enfrentará um grande desafio de organização, que atrairá a atenção de milhões de pessoas. Polônia e Ucrânia sediarão a Eurocopa 2012, o que determina amplos investimentos na construção de quatro novos estádios e na modernização de estradas e da rede ferroviária.


Até o fim de 2010, o valor acumulado dos investimentos estrangeiros diretos na Polônia somou 205,3 bilhões de dólares. De acordo com recente levantamento da Ernst & Young — o European Attractiveness Survey 2011 —, a Polônia é o país mais frequentemente indicado por gestores de empresas estrangeiras como local potencial para novos investimentos na Europa. Isto é particularmente importante na situação atual de pós-crise, em que investidores preferem países com menor risco. Como membro da UE desde 2004, a Polônia ocupa lugar especial no mercado europeu integrado. Desenvolve parcerias de vários tipos com todos os outros 26 membros da UE, mas ao mesmo tempo mantém fortes relações econômicas com mercados localizados para além da fronteira leste da UE.


O dinamismo da economia polonesa é favorecido por uma força de trabalho jovem e bem instruída. Logo, durante a próxima década, a competitividade da Polônia se baseará na disponibilidade de mão de obra qualificada. Cerca de 2 milhões de alunos frequentam mais de 450 universidades polonesas, e 400 mil se graduam a cada ano. É comum o domínio de línguas estrangeiras entre os jovens, principalmente o inglês. Após a adesão da Polônia à UE, muitos jovens poloneses aproveitaram as oportunidades de emprego surgidas com a abertura dos mercados de trabalho estrangeiros, começando pelo Reino Unido, Suécia e Irlanda. Mas a crise econômica trouxe muitos deles de volta, pela melhor situação do mercado de trabalho local. A estadia desses jovens no exterior revelou-se de valor inestimável, pois voltaram trazendo novas experiências tecnológicas e de organização do trabalho e novas ideias para a abertura de suas próprias pequenas e médias empresas.


O bom clima econômico na Polônia se deve também ao clima político favorável e à crescente importância do país no mundo. O governo polonês é pró-reformas e pró-europeu. Durante este semestre, a Polônia preside o Conselho da UE, tornando-se em boa parte responsável por estabelecer orientações para o seu desenvolvimento. Uma das prioridades é a política de vizinhança – com o leste e os países do norte da África em transição para a democracia. Dentre as prioridades econômicas estão a integração e o fortalecimento do mercado europeu, os esforços para aumentar a importância das pequenas e médias empresas e para garantir a segurança energética da Europa. O ex-primeiro-ministro polonês Jerzy Buzek é o atual presidente do Parlamento Europeu.


Recomendo que os empresários brasileiros se interessem mais pela Polônia, por sua economia dinâmica, localização privilegiada, participação ativa no mercado europeu e oportunidades de investimento e cooperação. Seria ideal que fizessem uma visita para identificar oportunidades e ficassem mais alguns dias para conhecer a beleza da Polônia, sua história milenar e as origens de João Paulo II, Copérnico, Chopin, Maria Skłodowska-Curie, Lech Wałesa, Andrzej Wajda e outros grandes poloneses.





 

   



A Agência Polonesa de Informação e Investimentos Estrangeiros é uma instituição especializada em serviços para empresas que desejam investir no país. Maiores informações sobre a economia polonesa e possibilidades de cooperação nos links www.saopaulo.trade.gov.pl e www.paiz.gov.pl.



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