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Teste do gelo para o etanol

Pelos próximos 12 meses, o etanol brasileiro vai estar em uma grande vitrine.

Lilian Primi

Pelos próximos 12 meses, o etanol brasileiro vai estar em uma grande vitrine. Uma parceria entre a Marinha do Brasil, Petrobras e Vale Soluções em Energia (VSE) vai usar geradores de energia elétrica movidos a etanol para abastecer a Estação Antártica Comandante Ferraz, a base brasileira de pesquisa no Polo Sul. Desenvolvido pela VSE,  esse tipo de tecnologia é utilizado pela Petrobras na conversão da termoelétrica de Juiz de Fora, antes movida a gás. Além de expor a versatilidade do etanol, os testes vão analisar o desempenho em baixas temperaturas da tecnologia de geração de energia limpa, 100% nacional e inédita no mundo. A direção da Petrobras espera que a nova aplicação abra, em médio prazo, mercados importantes para o etanol hidratado brasileiro, e cita como exemplo a China.


A iniciativa, que custou 2,5 milhões de reais aos parceiros, dá maior visibilidade ao esforço do Brasil em transformar o álcool em commodity internacional. O governo tem buscado tanto aumentar a produção de álcool combustível como transferir a tecnologia para outros países tropicais com terras disponíveis para o plantio da cana-de-açúcar e que possam se transformar em exportadores de álcool.


O  objetivo é consolidar a liderança do país em um mercado que deverá crescer 150% até 2020, conforme estudos da Unica. O Brasil é o maior produtor mundial de álcool de cana, mas tem registrado queda nas exportações do produto. Este ano, até agosto, exportou 1,089 bilhão de litros de álcool, 4,6% menos que o volume exportado em 2010, que já tinha sido 42,4% inferior ao de 2009. Além da crise, a razão para a queda nas compras pode ser a adesão hesitante à tecnologia, segundo o presidente da Unica, Marcos Jank, sobretudo na Europa. O maior consumidor do álcool brasileiro são os Estados Unidos, que importaram 313 milhões de litros em 2010, além de Japão, Jamaica, Nigéria, Coreia do Sul, Países Baixos, Costa Rica, El Salvador e México. O uso de álcool de cana para movimentar grandes motores pode ser uma forma de contornar a resistência e aumentar o consumo do álcool produzido aqui. Na safra 2010/2011, as usinas produziram 27,8 bilhões de litros do combustível (8 bilhões de litros de anidro e 19,6 bilhões de hidratado), 7% mais que no ano anterior. 


 Os testes na Antártica vão consumir 350 mil litros de etanol hidratado sem aditivos para gerar 250 quilowatts em motores desenvolvidos pela VSE. A Estação tem área construída de 2,6 mil metros quadrados, onde funcionam 13 laboratórios de pesquisa, várias instalações de apoio para serviços e acomodações para 58 pessoas, com facilidades como acesso à internet e telefonia fixa e móvel. O primeiro carregamento com equipamentos e os tanques de etanol partiu no início de outubro no Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel, da Marinha do Brasil. Os testes começam na segunda quinzena de novembro.



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