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Room with a view

MARCO REZENDE
Suíte com vista no 45 Park Lane

Hotéis...


Room with a view


Diárias de viagem andam curtas, mas, se você for o dono da sua empresa, talvez queira causar boa impressão a seus interlocutores em Londres já pelo endereço onde se hospeda. O investimento começa em 495 libras por dia e garante o mais básico – digamos assim – dos 45 apartamentos e suítes do recém-inaugurado 45 Park Lane, em Mayfair. No mais novo hotel do grupo Dorchester Collection tudo é espetacular, a começar pela vista para o Hyde Park (de todos os apartamentos). O arquiteto e designer de Nova York Thierry Despont recebeu a missão de dar ao novo e compacto hotel um ar de residência patrícia – o que ele fez adotando um estilo art déco repaginado, abusando de cores claras e materiais refinados. O hotel hospeda uma coleção permanente de artistas ingleses e a cozinha é comandada por Wolfgang Puck, criador do Spago, a trattoria eternamente cool de Beverly Hills. O café da manhã, como sempre em Londres, não está incluído, e custa 30 libras a mais. (www.45parklane.com)


 


Aeroportos...


Seja vip você também


Tão bom quanto voar na classe executiva (ou na primeira...) é o acesso às salas vip das companhias aéreas – oásis de sossego nos aeroportos. Um novo negócio fincou raízes nos Estados Unidos e permite que mesmo passageiros na classe econômica tenham acesso a lounges privilegiados independentes das linhas aéreas – basta pagar. A Airspace Lounge (www.airspacelounge.com) abriu seu primeiro no aeroporto de Baltimore–Washington e anuncia mais 75 ao redor do mundo. O acesso custa de 17,50 a 45 dólares. Na ala internacional do aeroporto de Los Angeles (LAX), o ReLAX Lounge (www.relaxloungelax.com) cobra de 15 dólares por uma hora a 50 pelo dia inteiro e aceita quem está apenas esperando viajantes. E The Lounge, no Terminal 4 do aeroporto Kennedy de Nova York (www.theloungeJFK.com), cobra 40 dólares por quatro horas. Dá para tirar uma soneca.


 


Aviação...


Os mimos estão de volta


A American Airlines é a primeira empresa americana a anunciar a volta do serviço de gadgets de luxo para os passageiros da primeira classe, uma remota lembrança dos tempos da extinta PanAm e dos anos glamorosos da aviação. A novidade estreia na rota Londres–Nova York, mas logo estará em todos os voos intercontinentais da companhia, inclusive no Brasil. Além das poltronas que se transformam em camas perfeitamente horizontais, o serviço inclui pijamas, pantufas, edredons de seda, travesseiros de plumas, nécessaire de toilette com produtos premium e outros mimos. As companhias aéreas orientais fizeram escola.


 


Gastronomia...


Trattorias genuínas


A cena gastronômica italiana em São Paulo está entrando numa terceira fase, depois das envelhecidas (e copiosas) cantinas da Bela Vista e dos templos gastronômicos de alto luxo, como Vecchio Torino e Fasano. É a vez das trattorias comandadas por chefs italianos da gema (ou quase), com sabores e técnicas mais próximos da cozinha peninsular genuína e contemporânea. Três deles:


• Na Osteria del Pettirosso, Marco Renzetti oferece pratos de sua Roma natal, como a porchetta fatiada (leitão assado) e os célebres tonnarelli (espécie de espaguete com seção quadrada, em vez de cilíndrica), feitos em casa e servidos com molho de guanciale (bacon fresco), queijo pecorino e pimenta vermelha.


(www.pettirosso.com.br [4])


• No Marina di Vietri, o salernitano Vincenzo Vitale serve uma das glórias de sua terra, o espaguete ao vôngole, prato que é a assinatura da casa juntamente com as costeletas de cordeiro


(www.marinadivietri.com.br [5]).


• Pier Paolo Picchi nasceu em São Paulo, mas tem DNA italiano e oito anos de aprendizado “in loco”, cozinhando com chefs estrelados, como Gianfranco Vissani, na Umbria, e em restaurantes importantes, como o Balzi Rossi, na Ligúria. O cardápio do restaurante, que leva seu nome de família, reflete o rico mosaico peninsular, de olho no público que aprecia também a elegância despojada da casa (www.picchi.com.br).


 


Mapa da mina


Passagem para a Índia


A Executive Travel Magazine, americana, ouviu cinco altos executivos estrangeiros que trabalham na Índia e colheu deles dicas preciosas para quem quer fazer negócios no sócio do Brasil no clube BRICs. Pontos fracos do país: burocracia pesada, corrupção difusa, fortes diferenças culturais. Pontos fortes: taxas de crecimento dignas da China, uso generalizado do inglês, força de trabalho jovem, barata e bastante qualificada. Algumas dicas:


 


• O contato pessoal é valorizado; aceite dirigir duas horas no trânsito caótico para resolver um assunto que no Ocidente seria resolvido por e-mail.


• Gaste tempo e dinheiro (consultorias...) para entender o cipoal regulatório, fiscal e legislativo.


• Vale o que está escrito nos contratos, portanto ponha tudo o que for importante por escrito.


• Networking de pessoas, empresas e associações é tudo.


• “Sim, senhor” pode ser apenas uma resposta polida num país onde um “não, senhor” é considerado rude. Trabalhe sempre com a hipótese de que o deadline poderá não ser cumprido.


• Procure aprender o jeito local de falar inglês. Exemplo: os indianos abreviam o nome dos meses e dizem “Feb” em vez de “February”.


• A famosa diversidade da Índia pode ser exemplificada nos quatro metrôs do país – Nova Délhi, Bombaim, Chennai e Calcutá – todos bem diferentes um do outro.


 


Sobrevivência


Salve-se quem souber


O índice de sobrevivência em acidentes aéreos aumentou muito desde o início da era do jato, e poderia ser ainda maior se os passageiros realmente soubessem o que fazer em casos de emergência. Quando o Airbus 320 da US Airways pousou no meio do Rio Hudson, em Nova York, em 2009, só dez dos 150 passageiros se lembraram de pegar os coletes salva-vidas antes de sair do avião (todos sobreviveram). Uma reportagem do The Wall Street Journal mostra que os passageiros que reagem primeiro são os que se salvam (incríveis 6% têm problemas para abrir o cinto de segurança). A British Airways tem um programa de treinamento de um dia para executivos da British Petroleum e vai abri-lo em 2012 para os demais interessados (custa 210 dólares). Veja a reportagem e o vídeo no link http://online.wsj.com/article/SB10001424052970204138204576598773620831448.htm


 


Nunca antes


A Turquia está bombando


A instabilidade política no Oriente Médio não afeta o turismo na Turquia, que bate recordes graças às boas relações do país com os vizinhos, uma moeda depreciada e atrações para todos os gostos. Os hotéis de Istambul têm o mais alto índice de ocupação da Europa em 2011, os resorts tiveram de rejeitar hóspedes neste verão, e até os centros de convenções já estão com a agenda cheia para 2012.


 


Infraestrutura


O gigante vem aí (um dia...)


A empresa Emirates obteve a licença prévia da Anac para voar para o Brasil (Dubai–São Paulo) com o Airbus A380, o maior jato do mundo, com dois andares, mas o primeiro voo vai demorar. Guarulhos terá de adaptar sua modesta infraestrutura para acolher o gigante, e o mesmo precisa acontecer em outros aeroportos que possam ser usados como alternativa. Johannesburgo, na África do Sul, recebe os A 380 da Air France desde o ano passado.


 


 



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