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26/05/2011

Programa Cinema do Brasil marca presença em Cannes

A participação estimulou negócios, parcerias comerciais e acordos de cooperação internacional

A participação do Programa Cinema do Brasil no Festival de Cinema de Cannes, na França, trouxe resultados positivos para a indústria cinematográfica nacional ao estimular negócios, parcerias comerciais e acordos de cooperação internacional. Além de promover dois longa-metragens brasileiros (“Trabalhar Cansa” e “Abismo Prateado”), o programa viabilizou a participação de 23 associados no evento de network realizado dentro do Marché Du Film que reuniu mais de 400 produtores, distribuidores, diretores de festivais, agentes de venda internacionais e representantes de instituições de diversos países para discutir temas relacionados ao mercado audiovisual. As ações foram realizadas por meio da parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo (SIAESP).

Após a participação em Cannes, os dois filmes nacionais “Trabalhar Cansa” e “Abismo Prateado” serão distribuídos no mercado internacional. O “Trabalhar Cansa”, de Juliana Rojas e Marcos Dutra, teve a distribuição na França negociada pela “Bodega”, que também distribuiu o filme brasileiro “Estômago” no mercado francês. As negociações de venda internacional do filme seguem através da International Sales Urban Distribution, impulsionadas pela iniciativa brasileira de “Apoio à Distribuição Internacional”, do Cinema do Brasil, que disponibiliza US$ 250 mil para 10 distribuidoras internacionais que exibam e promovam, por meio de cópias e divulgação (P&A), filmes brasileiros no exterior.

O “Abismo Prateado”, de Karim Aïnouz, já está trabalhando com um vendedor, a Rendez-Vous e foi convidado a competir oficialmente na Seção Horizontes do Festival de San Sebastián, que acontece de 16 a 14 de setembro na Espanha, onde disputará um prêmio de 10 mil euros de direção e mais 25 mil euros para a distribuidora estrangeira.

Outros negócios envolvendo produtoras associadas ao Cinema do Brasil foram fechados durante o festival, como a coprodução do filme “Malandro", um road movie de 4 milhões de euros que terá como protagonista o cantor Seu Jorge, pela Bossa Nova Films e pela francesa Chic Films. Também foi negociada a coprodução do “Rouge Brésil”, um longa-metragem baseado no best seller francês homônimo, com orçamento previsto de 8 milhões de euros e que também terá uma série para TV, com exibição assegurada na França. “Rouge Brésil” é o primeiro investimento da RioFilme em conteúdo para TV, e que conta ainda com a Conspiração Filmes, a Pampa Films, a France Televisions e a Globo Filmes.

Durante o festival, também foi anunciado o acordo de cooperação entre o Brasil e a Itália para o desenvolvimento de seis novos projetos de filmes, entre longas e curta metragens. Os projetos contemplados, a serem produzidos em grande parte por associados do Cinema do Brasil, foram: "Vanita Delle Vanita", de Giorgio Diritti ("L’uomo che verrà"), uma história ambientada no Amazonas e produzida pela italiana Aranciafilm em coprodução com a Gullane Filmes; "Cavalli Marini", de Francesco Costabile, sobre um transexual brasileiro; "Rossellini Amou a Pensão de Dona Bombom", do pernambucano Paulo Caldas, produzido pela 99 Produções Artísticas, e que trata de uma adaptação do livro de Cícero Belmar em que se especula que Roberto Rossellini tenha filmado em Recife; "La Mamma", de Carina Bini Fernandes, sobre o relato de duas mulheres, uma no Brasil e outra na Itália, cujas vidas se cruzam.

Destaque também para o fortalecimento de parceria entre a Rio Film Comission e RioFilme com a Film London, que visa o intercâmbio cultural entre Rio de Janeiro e Londres. Desse intercâmbio já originou dois primeiros negócios: “360”, de Fernando Meirelles, rodado em grande parte em Londres e com equipe técnica inglesa e elenco internacional, e “Children of the Revolution”, de Julien Temple, que será rodado em setembro no Rio de Janeiro durante o Rock in Rio, uma produção da RioFilme, TV Zero e as inglesas F&ME e Ealing Metro.

Ao avaliar a presença do Cinema do Brasil em Cannes, André Sturm, diretor do programa, considera que a cada ano, o mercado internacional se demonstra mais aberto e interessado em fazer negócios com o Brasil. “O mercado internacional está com os olhos voltados para nós. A procura por produtoras brasileiras para filmar no Brasil aumentou sensivelmente de quatro anos para cá."

De acordo com o diretor, isso se deve em parte ao dinheiro incentivado que hoje está disponível no país, mas também se deve aos acordos e editais de coprodução que foram criados e aperfeiçoados nos últimos anos e em grande parte à representação brasileira consolidada após cinco anos de trabalho do Cinema do Brasil®, com participação de cerca de 140 produtoras, distribuidoras e festivais associados em mais de 50 mercados internacionais. "O programa, num trabalho conjunto com seus parceiros e apoiadores, inseriu o Brasil definitivamente no mercado internacional de cinema”, diz André.


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