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16/05/2011

Brasil quer aumentar exportações para a China em 21%

O anúncio foi feito após reunião de Pimentel com o ministro do Comércio da China, Chen Deming


O governo brasileiro anunciou nesta segunda-feira que pretende aumentar as exportações para a China em 21%, chegando a US$ 37,3 bilhões até o fim de 2011. Ano passado, foram exportados US$ 30,8 ao país. O anúncio foi feito pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, após reunião com os ministros de Relações Exteriores do Brasil, Antônio Patriota, e do Comércio da China, Chen Deming, em Brasília. O encontro foi realizado no âmbito da Subcomissão Econômico-Comercial da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), que discute as relações comerciais e econômicas entre os dois países, no Itamaraty.

Durante o encontro, Pimentel ainda propôs que os dois países comecem a discutir uma mudança no padrão internacional de câmbio baseado no dólar. “Não há mais justificativa para termos o mesmo padrão criado no século passado”, destacou. Deming disse apoiar a discussão, mas que este é um assunto a ser tratado a longo prazo pelos Ministérios da Fazenda e os Bancos Centrais dos respectivos países.

Comércio bilateral

Pimentel e Deming ainda tiveram uma reunião reservada no MDIC e participaram do encerramento do Encontro Empresarial Brasil-China, realizado na Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os 66 empresários que integram a delegação oficial chinesa estiveram no evento ao lado de empresários brasileiros para discutir investimentos no Brasil.

Nos eventos públicos, os dois ministros destacaram o interesse em aumentar a corrente de comércio e os investimentos mútuos, que devem garantir transferência de tecnologia e parcerias com o Brasil, segundo Pimentel. Para ele, o aumento da corrente de comércio entre os dois países no primeiro quadrimestre deste ano mostra as boas perspectivas dessa relação comercial – US$ 20 bilhões, representando aumento de 45% em relação ao mesmo período do ano passado.

O superávit brasileiro com a China foi de US$ 1,6 bilhões nesse período, mas ele lembrou da preocupação brasileira em diversificar a pauta exportadora. Em 2010, minério de ferro, soja em grão e petróleo responderam por 80% das exportações brasileiras para o país.

O ministro chinês disse reconhecer a preocupação brasileira e que apesar do déficit chinês, o país não adotará nenhuma medida que prejudique o Brasil. “Estamos de braços abertos para os produtos brasileiros, não vamos focar no superávit”, destacou.

Deming ainda ressaltou que a China tem todo interesse em intensificar usa relação comercial com o Brasil, que é o nono principal parceiro de comércio, sendo o mais importante da América Latina. Mas, segundo ele, é necessário que o país realmente diversifique sua produção industrial e facilite os investimentos estrangeiros.

O ministro Pimentel ainda anunciou a criação de grupo técnico de acompanhamento do comércio bilateral para resolver questões pontuais e tornar mais ágil a busca de soluções. A expectativa é que a comissão comece a atuar no próximo mês. Outro anúncio foi a realização de uma missão comercial à China, prevista para outubro, que será organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).



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