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Moscou

Aos 21 anos, o pianista catarinense Pablo Rossi é considerado um dos principais destaques da música clássica brasileira. Em Moscou, na Rússia, há quase cinco anos, Pablo estuda no renomado conservatório Tchaikovsky, onde também estudou, entre outros, o músico Arthur Moreira Lima. Com 11 milhões de habitantes, a cidade conhecida pelo frio implacável possui monumentos arquitetônicos e culturais que fazem parte da história da humanidade. Para quem chega, ela não poupa nas cores e no ecletismo de sua arquitetura, que pedem um passeio mesmo que de poucas horas. “É uma cidade que pode surpreender em muitos sentidos, mas ainda não consegue esconder de seus turistas resquícios de seus velhos tempos comunistas”, pondera Pablo. É ele quem guia o leitor na capital russa por monumentos, avenidas e restaurantes cheios de história e charme.

Pablo Rossi
Catedral de São Basílio e o Kremlin na imperdível Praça Vermelha

Se tiver algumas horas...


INACEITÁVEL SERIA ATERRISSAR em solo russo, mesmo que por algumas poucas horas, e não explorar o coração da capital: a Praça Vermelha. Apesar do intenso trânsito desta agitada cidade, vale a pena enfrentar algumas horas para chegar até a praça, onde grande parte dos principais monumentos da cidade pode ser visitada. Palco de grandes acontecimentos na era soviética, ela tem arquitetura eclética, cercada, de um lado, pelas muralhas do Kremlin (sede do governo russo) e, de outro, pelo belíssimo prédio do GUM (um dos shoppings mais luxuosos da cidade) e pelas impressionantes cúpulas da catedral de “São Basílio”. Do lado oposto a basílica encontra-se o Museu de História Russa. Depois do passeio, recomendo o Café Bosco, onde é possível saborear um “blini” (típica panqueca russa) acompanhado de “kvas” (bebida a base de trigo) ou até de uma vodca. Próximo a Praça Vermelha, é impossível conter a surpresa diante da imponência do Balé Bolshoi. Para quem gosta, minha dica é ver se ainda há ingressos para a mesma noite para o mais renomado balé do mundo. Depois do espetáculo, o jantar pode ser no restaurante “Bolshoi”, opção imperdível para os que querem investir na refeição. Já para quem procura algo mais moderno e badalado, vale conferir o restaurante “Do Do”, a poucos minutos do teatro.


 


Se tiver o dia inteiro...


A RELIGIÃO ORTODOXA sofreu por décadas com a repressão do Estado comunista, tendo muitas de suas belíssimas igrejas depredadas e aniquiladas. A Basílica do Cristo Salvador possui uma história impressionante e vale a visita. Construída pelo czar Nicolai I, na primeira metade do século 19, este gigante monumento foi demolido por ordem de Stalin. Somente décadas depois, em tempos capitalistas, a Basílica foi reconstruída com base em fotos e documentos da época czarista. Vale lembrar aos turistas as tradições ortodoxas: homens devem ter a cabeça destapada (sem chapéus ou bonés) e as mulheres devem envolve-la com véus. Após a visita a basílica, faça uma parada no restaurante Baba Marta, de comida típica caucasiana. Depois do almoço, aproveite para caminhar pelo bulevar Gogolevski. Subindo em direção a Tverskaya (principal avenida moscovita), visite o museu-casa de Gogol, considerado o maior escritor russo da primeira metade do século 19 e precursor de todos os grandes escritores que o seguiram. Mais a frente, pelo mesmo bulevar, chega-se a rua “Velha Arbat”. Construída no século 18, era considerada coração da Moscou artística na chamada “época de ouro” moscovita. Grandes nomes da cultura russa circulavam ou moravam pela regiao, como o escritor Alexander Pushkin e os compositores Tchaikovsky e Scriabin. Vá a casa de Pushkin. Para quem se interessa por música, a casa do pianista e compositor Scriabin é um passeio imperdível. Para encerrar o dia, jantar no tradicional Cafe Pushkin, um dos clássicos da culinária russa e europeia. Já se os planos forem continuar no clima da época de ouro, o restaurante Turandot, do mesmo dono do Cafe Pushkin, proporciona ao cliente uma viagem aos séculos 17 e 18, com seus ambientes rebuscados no estilo rococó. O restaurante é local de frequentes peregrinaçoes de turistas, que vem apreciar essa verdadeira obra de arte, que custou US$ 75 milhoes. Como entrada, recomendo saborear o “camarão wasabi”, um prato da cozinha chinesa presente no menu.


 


Se tiver o fim de semana inteiro...


O KREMLIN, SEDE OFICIAL do governo russo, requer um dia inteiro, já que o turista vai se deparar com um dos museus mais ricos da Rússia, o Museu das Relíquias da Coroa, além de uma boa caminhada pelo vasto território do Kremlin, com suas antiquíssimas igrejas. No museu podem-se apreciar desde vestimentas usadas pelas várias gerações de czares até os famosos ovos Fabergé. Após um mergulho na história russa, corra para um dos concertos na “Sala Bolshoi”, no conservatório Tchaikovsky. Saindo de lá, vá a um dos restaurantes da rede Café Mania, que fica junto ao conservatório, oportunidade para conhecer melhor os moradores da cidade. Se sobrar um tempinho em Moscou, seria imperdoável não visitar a galeria Tretyakova para conhecer melhor os pintores russos. Da galeria, siga para o gigantesco parque VDNK h, que ocupa uma área maior que o principado de Mônaco. Com 400 prédios em seu território, é o principal centro de exposições da Rússia, além de contar com o curioso museu dos Cosmonautas. Nele, não se esqueça de tirar uma foto ao lado da cachorra Strelka, heroína soviética enviada ao espaço pelos comunistas em 1960 e agora empalhada no museu. O único mico é o fato de o centro cultural ser todo em russo, mas vale conferir os protótipos de satélites e espaçonaves. Continuando no ritmo espacial, o restaurante Strelka, as margens do rio Moscou, tem ambiente para um drinque. Se a intenção for fazer um passeio diferente, o cemitério Novodevichy é o destino. Nele estão sepultadas grandes personalidades russas, além de ser vizinho do convento Novodevichy, patrimônio da humanidade. Caminhando pelos corredores, pode-se descobrir um pouco mais sobre a história da igreja Ortodoxa. Para comer, o restaurante Mari Vana, um de meus preferidos, fica no coração do bairro dos Patriarcas. Prove a típica sopa russa, o “borsch”, feita de beterraba, e relaxe. É um dos ambientes mais acolhedores da cidade.


 



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