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Mudanças no clima

Eduardo conta como seu interesse por investimento e desenvolvimento o conduziu pelo mundo

Eduardo Ferreira
Eduardo, em uma de suas viagens pelo mundo

OXFORD É UMA PEQUENA CIDADE à uma hora e meia de trem de Londres onde o sol aparece poucos dias do ano. Mudei-me para lá em julho de 2006 para fazer um mestrado em Mudanças Climáticas e Administração. A população é internacional e culturalmente bem diversificada – univer­sitários e pós-graduandos que variam de campeões de xadrez a nadadores olímpicos, passando por cientistas literalmente malucos.


O papo nos pubs era o melhor programa para refrescar a cabeça. O sucesso de um mestrando em Oxford está exponencialmente relacionado à sua presença no pub, e não em classe. Os assuntos eram tão diversos quanto a companhia. Ao fim de um ano de mestrado, tinha feito bons amigos, viajado e conhecido todos os pubs da região. Além disso, tinha me vestido de Harry Potter para jantares de gala e para os exaustivos dias de testes dissertativos – papo sério: se não bastasse passarmos três dias seguidos trancados numa sala escrevendo páginas e páginas de exames, tivemos de fazer isso de terno, gravata-borboleta e beca.


Como eu queria trabalhar com desenvolvi­mento sustentável e meio ambiente, especia­lizei-me no mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL), criado pelo Protocolo de Kyoto, como um instrumento que visava atrair capital privado do “Norte” para investir em projetos de energia renovável e eficiência energética no “Sul”. Trabalhei por um ano no Reino Unido, na área de meio ambiente, no banco de investimentos J.P. Morgan – onde, entre outras coisas, estru­turávamos aplicações em tais projetos. O mestrado em Oxford foi importante para conseguir esse emprego. O conteúdo do curso é multidisciplinar e abrange desde Físico-Química do meio ambien­te até Economia e Direito. Esses conhecimentos têm muito valor para análises financeiras num setor novo e complexo. Além disso, para lidar com o dinheiro dos outros, um traço importante de um banqueiro é a disciplina. Oxford – devido à forma acadêmica como apresenta seus cursos – exige e me ensinou a ter muita disciplina.


Durante a expansão do modelo de negócio do banco para a Ásia, candidatei-me para Cingapura. Menos de duas semanas depois, estava pousando com minhas duas malas e a bicicleta na “Nova York” asiática, como muitos a chamam – apesar de eu não concordar com o termo. Se fosse casado e tivesse buscando um país seguro e de boa educação para meus filhos, seria para Cingapura que eu iria.


Recentemente, mudei-me para Washington, onde trabalho para o Banco Mundial. Cheguei no início do verão e fui muito bem recebido. A oportunidade surgiu quando vi o anúncio de uma vaga para trabalhar em finanças do clima. O processo de seleção foi bem competitivo, mas o perfil de desenvolvimento sempre foi um objetivo na minha carreira porque busco a congruência entre in­vestimentos financeiros e desenvolvimento. Tenho gostado muito de DC, mas planejo voltar a São Paulo antes da Copa de 2014.



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