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Permitido para menores

Com o suporte do Sebrae, micro e pequenas empresas do setor de óleo e gás incluem a internacionalização em suas agendas

ANTONIO CARLOS SANTOMAURO
Inspeção de dutos da brasileira PipeWay: sede em Houston e serviços no Canadá

É bem provável que o fortalecimento do Brasil como produtor de petróleo e gás desencadeie um ciclo virtuoso gerador de maiores e melhores oportunidades internacionais para outros integrantes nacionais dessa cadeia, como os fabricantes de equipamentos e os fornecedores de serviços especializados. À medida que a Petrobras, hoje a oitava maior empresa do mundo em valor de mercado, cresce lá fora, muitas outras companhias brasileiras a acompanham nessa expansão. Tais oportunidades não estão ao alcance apenas de empresas de porte, como a gaúcha Lupatech, que hoje realiza no exterior cerca de 20% de um faturamento que em 2009 somou R$ 550 milhões. Elas se propagam, também, para empreendimentos menores, como aqueles integrados ao Programa de Internacionalização da Cadeia Produtiva de Petróleo e Gás (Prointer P&G), implementado há cerca de um ano e meio pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). “No ano passado, as empresas participantes do programa incrementaram suas exportações em 160%”, afirma Miriam Ferraz, gerente do Prointer P&G.


Além de exportar, essas empresas podem também encontrar parceiros internacionais: em maio último, a empresa carioca Subsin − integrante do programa que em 2009 faturou R$ 1,2 milhão com serviços de consultoria voltados para estruturas submarinas e seu monitoramento − associou-se à consultoria francesa Principiá em uma joint venture por enquanto focada no mercado brasileiro, mas com sólidos planos de expansão para outras regiões, como o Golfo do México. “A Principiá já atua nessa área em um projeto desenvolvido em parceria com a Chevron”, diz Melquisedec Santos, diretor-presidente da Subsin.


O contrato entre as duas empresas foi sacramentado em um evento da indústria petrolífera ocorrido no Texas, a que a Subsin compareceu como integrante do programa do Sebrae. A empresa, agora, negocia outra joint venture − também com um sócio francês − para a estrutu-ração de uma nova operação na área de monitoração e inspeção robotizada de estruturas submarinas.


O Prointer P&G já reúne cerca de 150 empresas. A maioria é sediada no estado do Rio de Janeiro, mas algumas são paulistas ou gaúchas. Além de visitas a eventos e rodadas comerciais com potenciais clientes de outros países, o Sebrae oferece um programa de qualificação em negócios internacionais e suporte na área de inteligência de mercado. “Queremos fortalecer a cultura da internacionalização dessas empresas”, diz Miriam. “Essa tarefa não é simples em um setor acostumado a trabalhar basicamente com a Petrobras como único cliente.”


Parcerias como aquela estabelecida entre Subsin e Principiá também constam das metas do programa, que busca no exterior parceiros capazes de amplificar o potencial competitivo das empresas brasileiras e de agregar valor aos seus portfólios de produtos e serviços. “Essas parcerias trazem recursos financeiros e tecnológicos ao Brasil”, enfatiza Miriam.


Mesmo empresas com presença já relativamente consistente no mercado externo participam do programa. É o caso da Pipeway, cujos serviços de inspeção de dutos hoje já são prestados em vários países das Américas. “Participamos do Prointer P&G para melhorar nossa metodologia e obter mais informações”, diz Vinicius de Carvalho Lima, gerente de operações da companhia. “Além disso, a troca de experiências com outros empresários é enriquecedora e, nas rodadas de negociações promovidas pelo programa, fizemos vários contatos e até recebemos alguns pedidos de orçamentos.” Vinicius considera os fornecedores brasileiros do setor de petróleo e gás competitivos internacionalmente, embora sujeitos a alguns obstáculos.


O principal é de natureza jurídica: “A maioria das empresas participantes do programa do Sebrae é prestadora de serviços, mas a legislação brasileira se atém quase que exclusivamente à exportação de produtos”, diz o executivo. “Para podermos, por exemplo, enviar dinheiro para contratar alguém no exterior, somos submetidos a uma taxação muito elevada.” Mesmo assim, a Pipeway segue firme em sua trajetória de internacionalização. No ano passado, inaugurou uma filial na cidade de Houston (epicentro da indústria petrolífera no Golfo do México), e agora mira o Velho Mundo. “Já iniciamos os contatos com empresas europeias, a fim de nos tornarmos seus fornecedores”, diz Vinicius. Avanços como esse mostram que, no território da internacionalização, o tamanho decididamente não é nenhum documento.



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