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Caminho difícil

Os britânicos ainda não descobriram o potencial brasileiro como destino turístico

Nara Vidal
...nem a propaganda das belezas naturais atraem os ingleses para o Brasil

BRASIL, PAÍS DO Sol, do futebol, de mulheres lindas e praias sensacionais, correto? Talvez, mas o estereótipo parece não bastar para atrair visitantes do Reino Unido. De acordo com o site de comparação de voos Skyscanner, o Brasil nem mesmo se classifi ca entre os 50 destinos mais populares e atraentes para os britânicos. A pesquisa, realizada entre usuários do próprio site, um dos maiores da Europa, aponta países como Tailândia, Índia e Estados Unidos entre os top 15, enquanto os vizinhos Espanha, França e Portugal fi cam entre os dez mais procurados. De acordo com o diretor da empresa, Barry Smith, a crise global fez com que os britânicos preferis- sem viajar na própria Europa. Os mais aventureiros limitaram-se a destinos testados e aprovados, como Índia e Tailândia.


Outra pesquisa, realizada pela British Airways, que faz voos diários para o Brasil, confi rma a difi culdade: os dez destinos mais atraentes para o turista britânico, segundo a BA, incluem o Egito, Maldivas, República Dominicana e África do Sul, fi cando o Brasil de fora mais uma vez. Os britânicos parecem ainda nos ver como exóticos demais ou conhecidos de menos para ar- riscarem suas férias minuciosamente planejadas. Nem tudo é má notícia: segundo a Embratur, o número de britânicos que viajaram ao Brasil vem crescendo. Passou de 169 627, em 2006, para 181 179, em 2008. Além disso, as cataratas de Iguaçu foram consideradas a melhor atração turística internacional em pesquisa do jornal inglês The Guardian. Chegar às cataratas, porém, não é tarefa fácil, exigindo voos indiretos com escalas e conexões. O que aponta para uma das possíveis causas do mau desempenho brasileiro, segundo o chefe do Setor de Turismo da Embaixada Brasileira no Reino Unido, Igor Flávio de Aguiar Germano: vários dos destinos mais bem colocados são muito bem servidos de voos diretos do Reino Unido.


Já o Brasil não oferece a mesma gama de opções, tendo o turista que utilizar companhias aéreas que fazem escalas na Espanha, França ou Portugal. “Falta de infraestrutura é um problema que afeta toda a economia brasileira”, diz Germano. “Parece claro que somente com investimentos em melho- res estradas, aeroportos, hotéis e com o aumento do número de voos diretos entre o Reino Unido e o Brasil será possível dar um grande salto nessa área.” Como fazer do Brasil um país irresistível ao turista britânico? Além das melhorias na infra- estrutura, propaganda e marketing coerentes e constantes ajudariam a virar esse jogo, ainda mais diante da enorme oportunidade turística que se abre com a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos no Brasil, em 2014 e 2016.



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