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06/05/2010

Aqui ou lá Fora

Como as principais multinacionais brasileiras estão investindo no cenário pós-crise global

Cecília Pires
Marcopolo na Índia: drible na valorização do real

Agora que as nuvens negras da crise financeira global parecem ter, enfim, se dissipado, as principais empresas brasileiras com presença internacional retomam seus planos de expansão no exterior com diferentes premissas e prioridades. Cada setor tem seus próprios desafios. A Petrobras, por exemplo, prefere focar o mercado interno por conta da importância da exploração das jazidas do pré-sal e, ao menos pelos próximos três anos, deverá congelar no patamar atual seus investimentos lá fora. Já a Braskem prepara uma entrada vigorosa no mercado americano. A Embraer, por sua vez, fortemente atingida pela crise, tenta fazer face ao avanço de suas concorrentes russas, canadenses, japonesas e americanas, que ameaçam sua liderança mundial no segmento de jatos de médio porte.


Cada qual procura o melhor caminho para ou reverter suas perdas durante a crise ou aproveitar as oportunidades de aquisição de ativos no exterior – que o real valorizado e a maior intensidade com que a crise se abateu sobre as economias mais avançadas tornaram atraentes. Todas essas companhias, no entanto, compartilham um desafio: ter de disputar o crédito, ainda um tanto escasso, com as empresas de um mercado interno em franca ebulição e, depois disso, ainda decidir se investem esses recursos aqui mesmo ou lá fora.


Como o atual crescimento robusto da economia brasileira torna bem mais interessante, do ponto de vista estratégico, investir no mercado doméstico, o Brasil acaba absorvendo a maior fatia do crédito disponível. O próprio BNDES, principal fonte de recursos para as empresas exportadoras e que só em 2009 injetou R$ 137 bilhões para suprir a escassez de crédito gerada pela crise, acena que, daqui em diante, essa abundância não deverá se repetir. A prioridade agora, como já declarou seu presidente, Luciano Coutinho, é aumentar investimentos no mercado interno.


Sérgio Foldes, diretor da área internacional do BNDES, revela, entretanto, em entrevista a PIB, que o governo continua investindo no programa de globalização das empresas brasileiras. Ainda segundo ele, o banco realiza um amplo trabalho para classificar diversos segmentos empresariais onde o Brasil já tem uma liderança e vantagens competitivas fortes o bastante para construir lideranças mundiais.


Foldes revela que, além dos setores petroquímico e alimentício, que patrocinaram as mais importantes fusões no mercado ultimamente, as áreas de etanol, papel e celulose, nanotecnologia, biotecnologia, madeira, têxtil, couro e calçados são consideradas estratégicas para o país. Antes de promover a internacionalização de empresas desses setores, porém, Foldes diz ser preciso “desenvolver a competitividade das empresas e prepará-las para o mercado internacional”.


Em suma: apesar de mais bem estruturadas e fortalecidas pelo sólido mercado de capitais nacional, as empresas não conseguem viabilizar a totalidade de seus planos sem fontes adicionais de financiamentos. Por isso, na maioria das vezes, têm de escolher se investem no mercado interno ou externo. Veja as respostas que algumas das maiores multinacionais brasileiras deram ao dilema que promete acompanhá-las na segunda década do século 21.



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