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08/04/2010

Bric discute adoção de moeda diferente do dólar em acordos

Brasil, a Rússia, Índia e China se reúnem em Brasília na próxima semana

O embaixador Roberto Jaguaribe, em entrevista coletiva sobre a 2ª Cúpula do BRIC

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os representantes dos países que integram o Bric – o Brasil, a Rússia, Índia e China – se reúnem em Brasília na próxima semana. Um dos temas que serão discutidos na 2ª Cúpula do Bric é a adoção de uma moeda alternativa a ser adotada pelo grupo nos acordos comerciais. A pedido dos chineses, está na mesa a proposta de escolher uma moeda que não seja o dólar.

Por enquanto, os debates estão em nível técnico. Nas relações multilaterais, a ideia é ampliar as parcerias e buscar mecanismos para fortalecer o grupo no cenário internacional.


“É uma obrigação de todos os países buscar um mecanismo com mais sustentabilidade. Mas não se trata de fazer nada [de modo] açodado. Ninguém pretende fazer algo que dê marolas ou ondas excessivas”, afirmou o subsecretário-geral Político 2, Roberto Jaguaribe, que coordena a cúpula.

Segundo o embaixador, os técnicos dos bancos centrais dos países integrantes do Bric vão se reunir para discutir o tema. De acordo com ele, o objetivo é que o grupo seja reconhecido como um fórum de coordenação e negociação, não uma entidade normativa. “O Bric não pretende ser um grupo como o G7 ou G8, mas um fórum de conversas. É um esforço de coordenação, não um grupo normativo”, disse ele.

Jaguaribe afirmou que há cálculos que indicam que de 2000 a 2008 as nações do Bric foram responsáveis pelo maior crescimento econômico no mundo. “[O grupo] passou a ser um instrumento de análise e virou uma categoria de compreensão dos entendimentos do comércio”, disse..

Apesar de diferenças pontuais entre seus integrantes, o Bric considera que há muitas questões convergentes. O Brasil e a Rússia são grandes produtores de matérias-primas, os brasileiros, de alimentos e os russos, de petróleo. A Índia concentra o setor de serviços, enquanto a China acelera o crescimento industrial tornando um dos principais parceiros de vários países. Com economias em desenvolvimento, todos os nações se sentem unidas pelas dificuldades no cenário internacional.

Foto: Marcello Casal Jr./ABr (destaque e interna)



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