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18/02/2010

Carnes, lácteos, frutas e rações são prioridades para exportação em 2010

MAPA quer ganhar mercados na Ásia e Europa para os produtos do agronegócio brasileiro

O Ministério Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) pretende diversificar, a partir deste ano, a inserção de produtos do agronegócio no comércio mundial. “Hoje, somos grandes exportadores de produtos agropecuários, vendemos para quase 180 países, mas ainda temos mercados a serem abertos”, alertou o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, em nota divulgada à imprensa.

As carnes, porém, são prioridades para este ano. As negociações para a venda de carne suína ao Japão, China, União Europeia e Croácia vêm sendo intensificadas com esses potenciais compradores que, somados, podem importar US$ 49,7 bilhões ao ano.

Para a carne bovina, o governo brasileiro pretende chegar a mercados como Taiwan, Malásia e Indonésia, que têm a Austrália como principal fornecedora e compram, anualmente, US$ 763 milhões.

No caso da carne suína, o Mapa vai trabalhar para inserir o produto no Japão, União Europeia, Croácia e Coreia do Norte, além de tentar ampliação de cotas para a Rússia. O mesmo trabalho será feito para aumentar a quantidade frango vendida para os russos.


Lácteos, ração e frutas

Levantamento feito pelo ministério e divulgado nesta quinta-feira (18) aponta que lácteos - em especial leite em pó e queijos - citros, maçã, melão e rações para animais são itens nos quais o Brasil pode investir na ampliação das exportações.

China e Indonésia são grandes importadoras de lácteos e o país pretende ter acesso a esses mercados em curto prazo. No caso das frutas, Estados Unidos, Rússia, Japão, México e Arábia Saudita estão na lista de países onde os produtos podem ser negociados. No caso das rações para cães e gatos, Noruega, Turquia e Rússia podem se tornar potenciais importadores de produtos brasileiros.

Segundo Stephanes, para atingir o objetivo é preciso intensificar as negociações oficiais e organizar melhor a cadeia produtiva desses itens. Em 2008, a participação dos produtos nacionais nas importações agrícolas mundiais (US$ 862,9 bilhões) foi de 6,7%.



Inserção mundial

Nos cinco principais produtos importados mundialmente, a inserção brasileira é considerável apenas no comércio de soja em grãos. Essa cultura ocupa a primeira posição no ranking das compras agrícolas internacionais e o país deteve 25% do mercado. Nos produtos que aparecem em seguida, como peixes, trigo, lácteos e óleo de palma, o desempenho do Brasil é praticamente nulo.

Stephanes chama atenção para os pescados, tendo em vista a capacidade produtiva brasileira, seja pela extensão da costa e pela disponibilidade de águas interiores e ração a preço competitivo.


Diversificação de mercados

Nos últimos dez anos, o Brasil vem adotando a prática de abertura de novos mercados para produtos agrícolas. Como resultado dessa diversificação, verificou-se a redução das vendas do agronegócio para União Europeia e Estados Unidos, que, em 1999, representavam 58% das exportações. Em 2009, esse percentual caiu para 36%, dando espaço para regiões como o sudeste asiático, a África e o Oriente Médio.

O México foi o país destacado pelo ministro como um dos mais difíceis de ser acessado. Segundo ele, há três questões que impedem a entrada brasileira: a facilidade logística de importar dos Estados Unidos, o acordo do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta), que permite o estreito comércio dos mexicanos; e o desenvolvimento da produção interna.



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