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22/01/2010

FT.com: A história dos BRICs

Quase uma década atrás, um economista do banco Goldman Sachs lançou o conceito dos BRICs e apostou que eles se tornariam pilares da economia do século 21

Quase uma década atrás, Jim O'Neill, economista-chefe do banco de investimentos Goldman Sachs, ousou condensar em um único conceito os novos movimentos que observava na economia mundial. Quatro países, quatro culturas, na opinião dele, compartilhavam um destino comum: assumir o posto de pilares da economia do século 21.

Para O’Neill, Brasil, Rússia, Índia e China tinham grandes populações, economias em desenvolvimento e governos interessados em se abrir aos mercados globais. Essas características funcionariam como imãs naturais para fazer do quarteto um grupo com potencial de crescimento rápido.

Em entrevista ao jornal britânico Financial Times (The story of the Brics, 15/1), O’Neill conta que o estalo veio com o horror provocado pelo atentado às torres gêmeas, em Manhattan, em 2001. O atentado o fez perceber que a globalização estava dando espaço também ao mundo não-ocidental.

“O que o 11 de setembro me disse foi que não havia nenhuma maneira de a globalização ser uma americanização, no futuro. Nem deveria ser", diz ele ao FT. "Para avançar, a globalização precisa ser aceita por mais pessoas, mas sem impor a crença e a estrutura americanas.”

 A união da primeira letra do nome de cada país deu origem ao termo “BRIC”, hoje adotado por universidades, instituições financeiras e governos por todo o mundo. Depois de batizado o grupo, a Goldman Sachs partiu para a análise de campo. “A equipe do banco pôs em marcha uma investigação sobre os Bric olhando para o futuro, analisando desde o tamanho da classe média indiana até a utilização do automóvel no Brasil”, diz o texto.

A noção exata da representação de cada mercado na economia mundial – atual e futura – deu poder ao grupo. De início um conceito mercadológico, o termo ganhou aceitação cada vez mais generalizada, até ser incorporado pelos próprios governos dos quatro países, que passaram a fazer reuniões conjuntas para discutir como ganhar mais influência global.

Consolidado o conceito, O’Neill questiona: “Em termos práticos, existem muitas evidências de que os BRICs estejam colaborando entre si?" E responde ao FT: “Na verdade, não. Mas isso poderá mudar no futuro. Basta olhar como o Brasil fornece os produtos de que a China necessita ou o fato de que todos eles têm ideias semelhantes sobre como gerir suas economias.”

O próximo encontro dos quatros países que formam o grupo deve acontecer no Rio de Janeiro, em meados deste ano. Para preparar a discussão, um grupo de especialistas vai ser reunir no próximo mês no Rio, e O’Neill estará entre eles.



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