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Dez 2009/Jan 2010

Enquanto isso, na Europa...

Quando se fala em futebol rico, a Europa é a referência

José Ruy Gandra e Marcelo Damato
Pato: levado para a Itália quando começava a brilhar aqui

 Quando se fala em futebol rico, a Europa – particularmente a sua festejada liga dos Campeões – costuma ser tratada como a grande referência. A Champions, como é mais conhecida, é a principal competição de clubes de futebol do mundo, não só pela qualidade das equipes como pelo alto valor dos prêmios e direitos televisivos.

Por essa lógica, os clubes mais ricos do mundo atualmente seriam Real Madrid, Barcelona, Manchester united e Chelsea, com orçamentos anuais acima dos € 300 milhões, em sua maioria. Eles são muito eficientes no quesito receitas, advindas de quatro áreas: direitos de exibição pela Tv, renda de jogos, licenciamento e patrocínios.

Feitas as contas, porém, a realidade é outra. Como os brasileiros, a maioria dos grandes clubes europeus, em especial os ingleses, espanhóis e italianos, patina feio no endividamento. Somadas, as dívidas dos quatro maiores clubes ingleses já ultrapassam € 1 bilhão. Na Espanha, exceto o Barcelona, praticamente todos os clubes da primeira divisão estão nessa situação. Mesmo o Real Madrid, que gastou mais de € 200 milhões em contratações na temporada de 2009, tem hoje uma dívida superior a € 550 milhões para um orçamento anual de cerca de € 350 milhões.

Para enfrentar a situação, a Uefa (a confederação europeia de futebol) e a associação dos Clubes Europeus devem implantar, já na próxima temporada, uma série de medidas disciplinadoras. o objetivo é exigir maior rigor fiscal e transparência dos times de primeira divisão. as novas regras vão proibir os clubes de atrasar salários de jogadores, pagamentos de transferências, impostos e encargos trabalhistas.

Encampadas pela Fifa, entrarão em vigor na américa do Sul em 2011 e no Brasil no ano seguinte. Outro marco regulatório, que vem sendo chamado de fair play financeiro, proíbe os clubes de apresentar défi cits consecutivos por mais de três anos. Com isso, é possível que, na próxima década, assista-se a um crescimento dos clubes alemães e franceses, financeiramente os mais saudáveis do velho Mundo. Se não faturam tanto quanto seus rivais italianos, ingleses e espanhóis, pelo menos conseguem a proeza, hoje rara, de só gastar o que podem pagar.

foto: Arquivo Golden Goal Sports Vendures (interna)


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