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Dez 2009/Jan 2010

O fator sustentabilidade

Estudo do Banco Mundial revela que só 1% dos cafeicultores do mundo produz grãos para os cafés gourmet

Suzana Camargo, de Zurique
Fiscais da Imaflora vistoriam armazém

Um recente estudo do Banco Mundial revela que só cerca de 1% das fazendas cafeicultoras do mundo produz grãos para os cafés gourmet. Devido às exigências de perfil aromático, a Nespresso estima que, destes, somente 10% estão aptos para entrar em suas cápsulas. As chances de atender a esses requisitos, portanto, são de uma em mil.

A fim de garantir a continuidade desse suprimento premium, as fazendas que se tornam fornecedoras de café da Nespresso são convidadas a participar do Programa AAA de Sustentabilidade e Qualidade da empresa.

Atualmente 25 mil produtores de cinco países integram o AAA, bastante rígido no que diz respeito aos aspectos ambientais e sociais das propriedades. “Esse é um programa inclusivo, e não exclusivo”, diz Paulo Barone, brasileiro que trabalha há nove anos na Nespresso, atualmente como gerente de projeto do AAA. Isso significa que a multinacional não deixa de comprar café de fazendas sem programas de sustentabilidade. Mas, obviamente, as que aderem ao programa passam a ser vistas com outros olhos.


Boas práticas

A Nespresso fechou uma parceria com a organização Rainforest Alliance, que certifica o cumprimento, pelas fazendas, de todas as metas estabelecidas. Desde 2005, o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) também trabalha no Brasil para capacitar e fiscalizar as plantações envolvidas no AAA. É um processo de melhora contínua, mas nem sempre fácil.

“Muitas vezes, para os produtores brasileiros, a adaptação é penosa. Eles precisam seguir uma série de regras, como uso de uniformes corretos pelos funcionários, pagamento de horas extras e, principalmente, preservação da natureza”, conta Eduardo Gonçalves, coordenador de projetos da Imaflora.

Práticas como exploração de trabalho infantil, poluição de rios ou desmatamento são terminantemente vetadas no programa. Não há dúvida de que o manejo sustentável influi diretamente na rentabilidade das fazendas. “Elas acabam economizando mais energia e insumos, os trabalhadores ficam mais saudáveis e há uma melhora evidente na rentabilidade”, diz Gonçalves.

Os agrônomos das cooperativas locais e das fazendas também são treinados. Com isso, passam a ter uma visão mais clara da importância de questões como reflorestamento, recuperação de matas ciliares e uso responsável de agrotóxicos.

 

foto: Divulgação

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