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Dez 2009/Jan 2010

Londres para recém-chegados

Quem procura um imóvel comercial em Londres deve se preparar para pagar caro, mas não precisa se preocupar com o fiador

Nara Vidal, de Londres

Londres é o centro financeiro da Europa e um dos maiores do mundo. Logo, não surpreende que o mercado de imóveis da capital britânica tenha tomado um tombo feio no rastro da maior crise desde o crash de 29.

No terceiro trimestre de 2008, o movimento do mercado imobiliário na região central de Londres reduziu-se a cerca de 20% do volume registrado no mesmo período de 2007, segundo a consultoria imobiliária Cushman & Wakefield.

Mas as coisas começaram a melhorar em
2009. A
mesma consultoria registrou um volume de transações 29% maior no terceiro trimestre deste ano em relação ao fatídico ano de 2008 nas principais regiões de negócios londrinas: a City (o centro financeiro), o West End e as Docklands.

Os clientes estrangeiros respondem pela maior parte da retomada, nota a Cushman & Wakefield. Sendo assim, o que pode esperar uma empresa brasileira que pretenda instalar uma filial ou um escritório nesta cidade acostumada às grandes transações e aos preços altíssimos – mesmo em uma crise acachapante?


Corretor, agente necessário

Alugar um imóvel comercial em Londres nunca foi fácil. Um dica importante é procurar opinião profissional, seja de um advogado, um banco ou um corretor, antes de assinar o contrato de locação.

O corretor é um agente necessário e um seguro contra possíveis golpes, e recomenda-se lidar com uma corretora experiente em imóveis comerciais.

Vamos aos detalhes: o período da locação é estipulado entre o locatário e o locador, mas é essencial ser realista e não prever uma estadia maior do que o bolso pode suportar. Os leases (contratos de aluguel) são caríssimos e rescindi-los significa muita dor de cabeça.

No Reino Unido, os leases são documentos com valor legal. Caso suas regras e cláusulas não sejam integralmente cumpridas, o locatário ou empresa provavelmente será processado, além de pagar multas astronômicas.

Há uma diferença importante em relação aos costumes comerciais no Brasil. Em Londres, não é necessário ter um fiador. O peso do contrato de lease é tão forte que o papel de um fiador seria inútil. Qualquer um pode alugar um espaço comercial, desde que assine um contrato e esteja de acordo com a possibilidade de ser processado em caso de inadimplência.


Escritório virtual como alternativa

Uma das alternativas mais interessantes ao lease de salas comerciais é o aluguel de um espaço virtual.

As empresas que trabalham nesse mercado oferecem, de uma a quatro vezes por mês, um escritório usualmente localizado em endereço de prestígio, com facilidades tecnológicas para reuniões com clientes.

Assim, uma empresa iniciante no mercado pode evitar comprometer-se com um lease, economizar nos custos de admissão de pessoal e, ao mesmo tempo, dispor de um endereço e de um escritório bem equipado para reuniões ou apresentações, além de uma recepcionista.


Custos fixos

Esses contratos de uso temporário têm custo a partir de £ 60 por semana. Para a pequena e média empresa, podem ser uma boa alternativa ao alto preço do aluguel de salas ou escritórios.

Já uma empresa de grande porte precisa ter um escritório próprio com empregados que falem tanto o inglês quanto o português fluentemente.

Se o contrato de lease for a opção adequada, a empresa deve levar em conta não só o preço semanal ou mensal do aluguel, mas outros tipos de despesa fixa, como taxa de serviço e condomínio.

Um escritório de 110 metros quadrados, por exemplo, na região de Holborn, próxima à City, sai por aproximadamente £ 1.500 – cerca de R$ 4.800 – por mês.

Além desse custo, é preciso prever uma média de £ 12.800 por ano de taxas e serviços, o que pode chegar, no total, a mais de R$ 42 mil por ano. Já em locais mais valorizados, como Mayfair e na região de Marble Arch (onde a Petrobras mantém sua representação na Inglaterra), os custos podem chegar ao dobro disso.


Onde buscar informações

Uma recomendação que sempre vale para qualquer empresa, tanto pequenas quanto grandes: é preciso fazer bem o dever de casa e pesquisar detalhe por detalhe antes de chegar ao momento de um aperto de mãos e duas assinaturas.

Para uma empresa brasileira que deseja estabelecer-se na Inglaterra, uma das fontes de informação mais seguras e credenciadas é a Brazilian Chamber of Commerce, com sede em Mayfair, ao lado da Embaixada do Brasil.

Ali, o empresário brasileiro tem à sua disposição informações variadas: desde como alugar uma sala para seu negócio até o tipo de publicidade que representa melhor seu produto ou serviço.

Com relações comerciais bem estabelecidas e estreitas entre os dois países, os britânicos recebem de braços abertos os empresários brasileiros. Aqui, como em outros lugares, o Brasil está na moda.


 


foto: UK Trade & Investment



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