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04/08/2009

Gerdau é a brasileira mais internacional em ranking da FDC

Pesquisa da Fundação Dom Cabral mostra que expansão das transnacionais brasileiras pelo mundo se manteve em 2008, mas sofre uma pausa neste ano

A siderúrgica Gerdau foi a empresa brasileira mais internacional em 2008, de acordo com o Ranking das Transnacionais Brasileiras 2009 da Fundação Dom Cabral(FDC), seguida pela Sabó (autopeças), Marfrig (alimentos) e Vale (mineração). 

As multinacionais brasileiras continuaram a crescer lá fora em 2008, mesmo depois do agravamento da crise global no último trimestre do ano. O peso de suas operações no exterior, em relação às atividades domésticas, aumentou para os três indicadores analisados na pesquisa - ativos, receitas e número de funcionários.

Para este ano, entretanto, as perspectivas são mais conservadoras. Enquanto no primeiro semestre de 2008 as transnacionais brasileiras investiram US$ 8,5 bilhões no exterior, no mesmo período de 2009 o fluxo se inverteu e o saldo é de quase US$ 2 bilhões negativos - ou seja, há mais recursos voltando ao Brasil do que sendo investidos no resto do mundo (os números são do Banco Central).


Retração mundial

A tendência deve se manter até o final do ano, mesmo com a melhora do ambiente econômico esperada no segundo semestre. "A retomada gradual dos investimentos externos deve ficar para 2010 e 2011", prevê o professor Álvaro Cyrino, da FDC.

A retração dos mercados mundiais ainda é forte, lembra Cyrino - a demanda dos Estados Unidos por produtos de siderurgia caiu pela metade, por exemplo - enquanto o mercado interno sofreu relativamente pouco, o que explica a pausa no movimento de internacionalização das empresas brasileiras.

Uma vez passada a crise, entretanto, o impulso para fora deve ser retomado, prevê o coordenador do Núcleo de Estudos Internacionais da FDC, Jase Ramsey. Se olhados os últimos anos, a curva do crescimento das multinacionais brasileiras é constante: para as 20 empresas de capital nacional mais internacionalizadas, as operações no exterior já respondiam, em 2008, por 27% de suas receitas totais, 32% de seus ativos e 41% de seus funcionários.


Marfrig sobe

A Vale, com operações em 33 países, é a empresa brasileira com maiores ativos no exterior. Mas o índice de internacionalização calculado pela FDC, utilizando fórmula criada pela UNCTAD, leva em conta a proporção de ativos, receitas e funcionários fora do Brasil em relação ao tamanho total da empresa.

Por esse critério, a Gerdau é a empresa brasileira mais internacionalizada, com um índice de 0,570 - o número maior do que 0,5 quer dizer que ela já é maior fora do Brasil do que dentro. A Sabó, segunda do ranking, tem índice de 0,408, a Marfrig, que entrou no ranking em 2008, tem 0,407, e a Vale fica com 0,385.



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