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Mai/Jun 2009

Tecnologia é o ponto fraco da Espanha

Inovar e buscar os mercados do Leste, as novas prioridades

Arnaldo Comin, de Madri
Nos cafés, restaurantes e programas de televisão, o assunto entre os espanhóis é sempre o mesmo: a crise mundial e as demissões em massa.

A
perspectiva de um mergulho recessivo depois de um longo ciclo de prosperidade tem feito com que o país inteiro pare para expiar seus pecados, como reza a boa tradição católica. A busca por inovação e competitividade tornou-se, nos últimos meses, uma necessidade e uma obsessão.

Altamente dependente do mercado da construção, turismo e indústria alimentícia, a Espanha é ainda um mau aluno nas aulas de tecnologia. O país ocupa a 17ª posição no ranking europeu de inovação em TI, perdendo para países como Chipre, Eslovênia e Estônia.

Enquanto a média da UE investe 1,8% de seu PIB em desenvolvimento tecnológico, a Espanha desembolsa bem menos: apenas 1,1%. “Devemos aumentar nossos investimentos em educação, inovação e infraestrutura, além criar mais linhas de crédito para o setor produtivo”, diz Alfredo Bonet Baiget, secretário-geral de Comércio Exterior, vinculado ao Ministério de Assuntos Exteriores e Cooperação do governo espanhol.


Alvo nos emergentes

Para acelerar o processo de internacionalização do país, o Instituto de Comércio Exterior (Icex), equivalente à Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), preparou um vigoroso pacote misto de investimentos públicos e privados da ordem de 239 milhões de euros para o período 2008-2012.

O objetivo é agregar mais 5 000 empresas à lista dos atuais 40 000 exportadores regulares e divulgar a marca “Espanha”. Outra prioridade é ampliar os negócios para além da América Latina e vizinhos da União Europeia, que hoje absorvem 70% das exportações espanholas.

Entre os mercados que a Espanha observa com mais atenção estão a China, Índia, Oriente Médio, além das economias emergentes do Leste Europeu.
“Nosso intuito é divulgar não só os produtos ‘made in Spain’, mas também o conceito ‘made by Spain’, em áreas como moda e design”, afirma o vice-presidente do Icex, Angel Martín Acebes.

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