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17/06/2009

FT: maracutaias de Madoff não teriam prosperado no Brasil

Para o jornal londrino, regras de mercado mais severas mitigaram os efeitos da crise

Se Bernard Madoff tivesse tentado montar sua "pirâmide" financeira no Brasil, ela jamais teria se sustentado, afirma o Financial Times em reportagem que mostra como regras de mercado mais estritas ajudaram a mitigar os efeitos da crise no país (Tight rules helped mitigate crisis in Brazil, 16/06/09).

O jornal cita Paulo Oliveira, diretor de novos negócios da BM&F Bovespa, para explicar porque não poderia existir um Madoff brasileiro.

Em alguns países, diz o FT, os reguladores aceitam saber apenas das posições líquidas dos clientes - computadas todas as suas operações - para avaliar o grau de risco em que eles incorrem. Mas no Brasil, segundo Oliveira, os reguladores querem conhecer os dois lados de todos os negócios, e as corretoras são obrigadas a informar cada operação em detalhe, identificada pelo número da conta do cliente. Madoff, que é acusado de inventar clientes fictícios, não poderia prosperar com essas regras.


Modernidade e atraso

Segundo o jornal, nem todos os dispositivos de regulação que ajudaram o Brasil a contornar a "bolha" financeira global são propositais. Alguns resultam da demora em modernizar o sistema financeiro antes da crise explodir, mas, de qualquer forma, muitos deles estão sendo observados com interesse por causa das lições que podem ensinar.

O FT foi ouvir Alexandre Tombini, diretor do Banco Central, que representa o Brasil no Banco para Compensações Internacionais (BIS) e no Fórum de Estabilidade Financeira, na Basiléia (Suíça), em discussões sobre a regulamentação e a supervisão dos mercados.

Tombini recorda que o Brasil viveu vários períodos de volatilidade severa até conseguir alcançar a estabilidade a partir dos anos 90. Por isso, a tendência dos reguladores brasileiros é sempre adotar uma abordagem mais cautelosa.


Mais realista do que o BIS

Por exemplo, no Brasil os bancos são obrigados a manter no mínimo 11% de capital em relação a seus ativos, enquanto as normas do BIS exigem apenas 8% (e alguns bancos brasileiros chegam a manter 16% de percentual).

De outro lado, o FT critica as taxas de recolhimento compulsório exigidas pelo Banco Central - de cerca de 30% dos depósitos bancários - e sugere que o mecanismo seja substituído por instrumentos mais modernos. Mas reconhece que a existência dessas reservas permitiu ao BC liberar recursos rapidamente para sustentar os bancos no momento em que a crise do crédito atingiu o Brasil, no ano passado.



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