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15/06/2009

FT:BRICs são quarteto definido pelas diferenças

Para o Financial Times, os quatro países cujos líderes se reúnem na Rússia têm pouco em comum além do tamanho e do potencial econômico

A cúpula dos BRICs que se reunirá esta terça-feira em Ecaterimburgo, na Rússia, é quase certamente o primeiro bloco multilateral de nações criado pelos analistas de um banco de investimentos e sua equipe de vendas, afirma o Financial Times (Bric quartet defined by differences, 15/6/2009).

O jornal londrino lembra que foi Jim O'Neill, economista-chefe do banco de investimentos Goldman Sachs, quem cunhou a sigla em 2001 para descrever os quatro maiores países emergentes - Brasil, Índia, Rússia e China - os quais, na opinião dele, passariam a dominar a economia mundial nos próximos 50 anos.

Os dirigentes dos quatro países que se encontrarão nos Montes Urais, pela primeira vez numa reunião oficial do grupo, têm em comum a crença de que os Estados Unidos não deveriam ser tão dominantes na economia global, afirma o FT.


Tensões e divergências

O jornal cita o negociador-chefe brasileiro para o encontro, embaixador Roberto Jaguaribe, que fala de um interesse comum em promover mudanças no panorama global. Mas o FT também nota que é discutível que os BRICs tenham algo mais em comum, além de seu tamanho e potencial econômico.

As quatro economias têm estruturas muito diferentes e a maneira como cada um deles enfrentou a recessão global também varia muito, diz o jornal londrino. Ainda que todos os quatro reivindiquem maior influência para os emergentes no FMI e em outros órgãos de governança global, também existem divergências e tensões políticas e econômicas entre eles, particularmente em sua postura comercial.

O FT aponta que o Brasil busca maior acesso aos mercados da China e da Rússia e apóia a liberação do comércio agrícola na rodada Doha de negociações multilaterais, enquanto a Índia insiste em defender seus agricultores da competição externa.

O jornal nota ainda que China, Rússia e Índia são potências nucleares que dividem um mesmo pedaço do mundo, enquanto o Brasil não tem armas nucleares, está em outro continente e tem pouco comércio com a Rússia e a Índia.



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