Revista PIB

Faça da Revista PIB a sua home page Quarta, 15 de Agosto de 2018

 

08/04/2009

WSJ: Índia, Brasil e África do Sul desafiam China e Estados Unidos

Professor americano chama a atenção no Wall Street Journal para a aliança das grandes democracias emergentes

O desafio mais sério do mundo emergente aos interesses dos Estados Unidos poderá vir não da China, que tem concentrado a atenção dos analistas, mas sim da Índia, do Brasil e da África do Sul, que formaram há quase seis anos um grupo diplomático conhecido pela sigla (em inglês) IBSA, afirma o acadêmico Bruce Gilley, em artigo no Wall Street Journal (Look to Brasilia, Not Beijing, 7/4/09).

O que diferencia esses três países da China? Segundo Gilley, suas "impecáveis credenciais democráticas", que conferem a eles peso e estatura internacionais. Na verdade, assinala o analista, o IBSA não se opõe apenas aos Estados Unidos - representa igualmente uma sabotagem das ambições da própria China, cujo projeto de grande potência pode chocar-se com os interesses de outros grandes países emergentes.


Liderança

A cooperação do trio democrático impede a China de se apresentar como representante dos países em desenvolvimento nos forums mundiais, e poderia marginalizá-la nos grandes debates internacionais, prevê Gilley.

O IBSA, que se descreve como um "fórum de diálogo", foi criado numa reunião dos ministros do exterior dos três países em Brasília, em junho de 2003, e tem sido impulsionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nota o autor.

De lá para cá, o grupo tomou posições comuns em questões de comércio internacional - como na reunião de cúpula da Organização Mundial do Comércio de Cancún, no México, onde os três países lideraram 21 outros emergentes contra os países ricos, na discussão do subsídios agrícolas - e também em temas políticos, como a reforma das Nações Unidas.


"Democracias do inferno"

Para Gilley - de um  ponto de vista norte-americano - o IBSA é uma estranha comunidade de "democracias do inferno": um grupo de países democráticos que usam sua identidade comum para desafiar, e não para apoiar os interesses dos Estados Unidos.

Na verdade, segundo o autor, eles não confrontam diretamente o governo de Washington, mas buscam influenciar e impor limites aos Estados Unidos, enquanto tentam reformar as instituições internacionais para que sirvam melhor aos países pobres.

Como democracias, eles têm a "estatura moral" para conseguir o que querem, conclui o autor, notando que os diplomatas brasileiros e indianos, em particular, estão entre os melhores do mundo e compartilham ideais comuns.

foto: Roberto Stuckert/PR (ABr)


28/06/2016 -   FIESP destaca a importância da logística para a retomada do crescimento
02/05/2016 -   Movimat divulga detalhes da feira de setembro
31/03/2016 -   Em 15 anos, a Votorantim e a Intercement chegaram ao grupo dos 20 maiores produtores do mundo
03/10/2015 -   A Ásia são muitas
03/10/2015 -   Restaurantes, galerias, praias e parques de Miami
03/10/2015 -   O caminho da diferença
03/10/2015 -   O mundo é Azul
03/10/2015 -   Voando sobre o mundo
03/10/2015 -   De olho no mundo
01/10/2015 -   Um Calatrava no Rio
29/09/2015 -   Passage to India
29/09/2015 -   A bigger share, please?
Totum Editora Revista PIB - 2009 © Todos os Direitos Reservados