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04/04/2009

NYT: crise começa a arranhar popularidade de Lula no Brasil

Para o New York Times, queda na aprovação e controvérsia dos "olhos azuis" ainda não afetaram o status internacional do presidente brasileiro

Lula e o ministro da Fazenda Guido Mantega na reunião do G20
A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa a ser arranhada pelos efeitos negativos da crise econômica sobre a economia brasileira, informa o correspondente do New York Times (Brazil’s ‘Teflon’ Leader Nicked by Slump, 2/4/2009).

A queda, registrada em pesquisas de opinião recentes, poderia talvez afetar o status de Lula como um dos mais incisivos defensores dos países em desenvolvimento, segue a análise.

Mas esse não parece ter sido o caso na reunião do G20 esta semana em Londres, ressalva o correspondente, notando a saudação do presidente Barack Obama a Lula durante o almoço dos líderes mundiais: "Adoro este cara. Ele é o político mais popular da Terra".


Olhos azuis 

A matéria lembra como Lula, apelidado de "presidente Teflon", resistiu a escândalos de corrupção entre assessores próximos e foi reeleito em 2006, mas começa a mostrar fissuras em sua "armadura impenetrável" por causa do desemprego crescente e da queda na produção industrial.

Também relata a controvérsia provocada pelos comentários do presidente brasileiro, em entrevista ao lado do primeiro-ministro britânico Gordon Brown, sobre o comportamento irracional dos banqueiros "louros de olhos azuis" que seriam os culpados pela crise financeira global.

O correspondente ouve brasileiros que criticam o presidente pelo comentário. "Ele agora pode ser acusado de racismo, o que enfraquece grandemente as reivindicações brasileira em política externa", afirma o analista político Amaury de Souza.


Frustração

Mas o jornal também nota que a afirmação de Lula tocou uma "ferida aberta" das elites brasileiras, que se ressentem da popularidade de Lula - um metalúrgico que não passou do quarto ano da educação fundamental. E lembra que a crise internacional é vista pelos brasileiros como motivo de frustração.

O país levou uma década para domar a inflação, crescer e acumular reservas, e logo que consegue se tornar uma potência econômica, o mundo quebra e o Brasil deixa de crescer - resume uma acadêmica americana, para explicar o estado de espírito de Lula.

                                                                         ***

Na sexta-feira 3, um dia depois da reunião de líderes, o presidente visitou as obras do Parque Olímpico de Londres, onde serão disputados os Jogos Olímpicos de 2012.

Lula defendeu a candidatura olímpica do Rio de Janeiro, que disputa a indicação para sediar os Jogos de 2016 com Chicago, Madri e Tóquio. E afirnou que os bancos federais podem financiar as obras necessárias para que a cidade ganhe a indicação.

fotos: Ricardo Stuckert/PR (ABr)



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