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23/03/2009

Cientista brasileiro cria tratamento para o mal de Parkinson

Miguel Nicolelis, da Universidade Duke, descobre que estímulos elétricos na medula espinhal podem eliminar sintomas da doença

Um estudo feito pela equipe do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, pesquisador da Universidade Duke, nos Estados Unidos, é o artigo de capa do número mais recente da revista Science (em inglês), uma das publicações científicas de maior prestígio internacional.

O estudo, cujo autor principal é o chileno Romulo Fuentes, colaborador de Nicolelis, relata como estímulos elétricos fracos aplicados na medula espinhal de ratos conseguiram combater um sintoma importante da doença de Parkinson - as dificuldades de movimento.

As cobaias tinham sido induzidas a apresentar níveis baixos no organismo do neurotransmissor dopamina, sem o qual não é possível controlar os movimentos do corpo. No experimento, eletrodos  foram conectados à medula dos ratos, por meio dos quais os pesquisadores aplicaram choques elétricos fracos no sistema nervoso dos animais.

Segundo Nicolelis, em entrevista à revista eletrônica Pesquisa Fapesp Online, a resposta das cobaias foi quase instantânea. Os ratos voltaram a movimentar-se normalmente segundos depois de receber os choques.


Alternativa mais fácil
 
A estimulação elétrica também melhorou o efeito do medicamento L-Dopa, usado habitualmente no tratamento do mal de Parkinson, em experiências com o uso conjunto dos dois tratamentos. Um dos problemas do tratamento químico da doença é que o L-Dopa perde gradualmente o efeito nos pacientes que o usam por muito tempo. Usado em doses menores, complementando a estimulação elétrica, a resistência ao medicamento poderia demorar mais a se desenvolver, explica Nicolelis.

O cientista brasileiro detalhou outra vantagen do tratamento experimental em matéria postada num site médico (em inglês), da universidade. Ele é mais fácil de usar e menos invasivo do que o tratamento aplicado até hoje em doentes com o mal de Parkinson, a estimulação cerebral profunda, na qual os eletrodos são implantados no cérebro do paciente.

O próximo passo da pesquisa é testar o procedimento em macacos, o que será feito na Universidade Duke e no Rio Grande do Norte, no Instituto Internacional de Neurociências de Natal  Edmond e Lily Safra, criado por Nicolelis. Se essa etapa também for bem sucedida, a nova terapia será aplicada experimentalmente em pacientes humanos. Os estudos clínicos poderiam começar em um ano, se tudo correr bem.



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