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17/02/2009

Argentina vai manter licença prévia para importar do Brasil

Seis ministros dos dois países não conseguem superar divergências comerciais

Depois de três horas de reunião em Brasília, ministros brasileiros e argentinos não conseguiram chegar a um acordo para suspender medidas de restrição à entrada no país vizinho de produtos fabricados no Brasil.

“Não consideramos que tomamos medidas restritivas" disse o chanceler da Argentina, Jorge Taiana, depois da reunião no Itamaraty, de acordo com informações da Agência Brasil. "As regras vigentes continuam vigentes, isso com certeza”.

O governo argentino vem impondo, nos últimos meses, a exigência de licenças não-automáticas de importação para produtos brasileiros dos setores de eletrodomésticos, autopeças, calçados, têxteis e confeccções, vidros e siderurgia. A concessão das licenças pode tardar até 60 dias, o que configuraria um caso de restrição ao comércio, na interpretação dos exportadores brasileiros.


Brasil não muda

O Brasil, de seu lado, não exige licença prévia para a importação de produtos argentinos. Uma medida nessa direção adotada recentemente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior foi revogada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, depois de provocar forte reação dos países vizinhos e muitas críticas internas.

Mesmo sem resultado favorável na reunião de hoje, o governo brasileiro vai manter a postura e não pretende retaliar impondo restrições aos argentinos, afirmou o chanceler Celso Amorim, que participou do encontro. “O Brasil prefere não tomar as medidas porque achamos que são contraproducentes ao próprio desenvolvimento da integração. Discutimos várias outras formas que poderão atender a sensibilidades mais imediatas", disse Amorim.

Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir soluções e tentar reequilibrar o comércio bilateral, que favorece cada vez mais o Brasil. A primeira reunião será no dia 4 de março.


"Teste do stress"

Entre as linhas de trabalho a ser exploradas pelo grupo estão a promoção das exportações argentinas para o Brasil e a integração das cadeias produtivas nos dois países, além de respostas coordenadas à crise financeira global e às medidas protecionistas adotadas pelos países ricos.

“A crise, de certa maneira, cria o teste do stress, o teste da tensão. Temos que ser capazes de encontrar soluções e as soluções têm que ser mutuamente satisfatórias e têm que apontar no sentido do crescimento do comércio e da maior integração. Esse é o grande desafio. Isso vai ter que ser levado com muita seriedade pelos dois lados”, disse o chanceler brasileiro.

Além de Amorim, participaram da reunião os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento, Miguel Jorge. Pelo lado argentino, além do chanceler Jorge Taiana, foram a Brasília o ministro da Economia, Carlos Fernández, e a ministra da Produção, Débora Giorgi.

(Com informações da Agência Brasil)



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