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12/02/2009

The Economist: Nova classe média é maioria no mundo

O crescimento do Brasil, da China, da Índia e de outros emergentes conseguiu tirar bilhões da pobreza, diz a revista britânica

Pela primeira vez na história, mais da metade da população mundial pode ser considerada de classe média, graças aos crescimento dos países emergentes, informa a revista semanal britânica The Economist. A explosão mundial da nova classe média é analisado em reportagem especial na edição da revista que está na Internet e chega às bancas no fim de semana (Burgeoning bourgeoisie: the new middle classes in emerging markets, 12/2/2009).

A matéria abre com a descrição (e foto) da abertura de uma loja das Casas Bahia na favela de Paraisópolis, em São Paulo. Brasileiros sem conta bancária - encanadores, balconistas, empregadas domésticas, descreve o repórter - lotam a loja para fazer compras parceladas, depois de entrevistados pelos funcionários, que avaliam sua capacidade de pagar as prestações.

Essa é a nova classe média emergente indo às compras, afirma a revista. Outros exemplos, da China e da Índia, retratam a nova classe indo às férias e fazendo política. Pelo cálculo de alguns economistas, a classe média ganha de dez a cem dólares por dia, dependendo do país e da região.


Democracia e recessão

O número de pessoas que se enquadra nesse critério era apenas um terço da população mundial em 1990, mas chegou a mais da metade em 2006. No Brasil, essa mesma transição aconteceu entre 1993 e 2008, de acordo com estudos do economista Marcelo Néri, da Fundação Getúlio Vargas, citados pela revista.

Além de formar novos consumidores, a criação de uma classe média tem consequências políticas, diz a Economist: ela tende a promover a democracia, mas também pode apoiar governos ditatoriais. O ponto de interrogação, agora, é o que acontecerá se a crise mundial forçar uma interrupção do crescimento econômico, e ela for ameaçada de voltar à pobreza.

A resposta ainda não é conhecida, diz a revista, mas há sinais de que a nova classe média mundial pode continuar a crescer e manter seus valores e objetivos mesmo em tempos de crise - desde que a recessão não dure muito tempo.



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