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02/02/2009

Vale compra reservas de minério de ferro e potássio da Rio Tinto

Mina no Mato Grosso do Sul e jazidas de potássio no Canadá e na Argentina custarão US$ 1,6 bilhão à mineradora brasileira


A Vale do Rio Doce anunciou a compra de operações de minério de ferro e de depósitos de potássio da empresa anglo-australiana Rio Tinto, no valor total de US$ 1,6 bilhão. As minas de ferro a céu aberto, em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, vão custar USS$ 750 milhões, e os depósitos de potássio, na Argentina e no Canadá, outros US$ 850 milhões.

Estão incluídas no preço de compra das minas de Corumbá as operações de logística ao longo do Rio Paraguai, que incluem barcaças de transporte e um porto fluvial. Segundo a Vale, o tipo de minério extraído em Corumbá tem alto teor de ferro e é cada vez mais escasso no mercado mundial, o que justifica a aquisição.

As reservas provadas e prováveis da mina de Corumbá são de 210 milhões de toneladas, ainda segundo a empresa, e a produção, em 2008, foi de 2 milhões de toneladas, com capacidade para chegar a 2,5 milhões anuais. A operação de compra ainda precisa ser aprovada pelo governo brasileiro.


Potássio para fertilizantes

Os depósitos de potássio também comprados da Rio Tinto ficam nas províncias de Mendoza e Neuquén, na Argentina (projeto Rio Colorado), e na província de Saskatchewan, no Canadá (projeto Regina). Estão em estágio de desenvolvimento (na Argentina) e exploração (no Canadá).

O projeto Rio Colorado, na Argentina, abrange, além do desenvolvimento da mina, a construção de um ramal ferroviário de 350 quilômetros, um porto e uma usina de geração de energia. O projeto de Regina, no Canadá, já conta, segundo a Vale, com suprimento de água e energia e serviços de transporte até Vancouver - cidade na costa do Oceano Pacífico - o que vai facilitar a exportação do produto final para o mercado asiático.

A empresa aposta na produção de potássio e fosfato para a indústria de fertilizantes agrícolas, em particular para os mercados emergentes da Ásia e da América do Sul. Nas estimativas da Vale, a demanda dessas regiões por alimentos e biocombustíveis, como o etanol brasileiro, deverá crescer no longo prazo, apesar do cenário de recessão global. A Vale já produz potássio em Sergipe e está desenvolvendo um projeto de produção de fosfato em Bayóvar, no norte do Peru, com previsão para começar a operar em 2010.



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