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Dez 2008/Jan 2009

Sem medo de ser feliz

Como crescer na vida pessoal e na carreira aproveitando as viagens a trabalho para transformar informação em conhecimento - com diversão

Rui Porto*
* Rui Porto é consultor de comunicação da Alpargatas. Aqui, pedala em Santa Monica, Califórnia, numa pausa do trabalho
Minhas obrigações profissionais me levam há anos a fazer freqüentes viagens ao exterior. Nelas, tenho observado que muitos executivos parecem seguir uma regra não escrita pela qual as viagens a trabalho têm de ser aborrecidas, e não serão produtivas para a empresa se não implicarem unicamente em trabalho duro, estresse e cansaço.

Vamos deixar claro que o objetivo principal de uma viagem a trabalho - convenção de vendas, visita a clientes, o que for - é o trabalho. Quanto a isso, o profissional deve ser maduro o suficiente para saber o que a empresa espera que ele faça, quando e como. Mas, terminado o dia, não há por que se resignar a comer qualquer coisa no quarto, com o laptop ligado, nem ir ao fast-food de sempre na esquina do hotel.

Se o trabalho termina numa sexta-feira, esticar a estada - por conta própria, claro - em cidades como Buenos Aires, Nova York, Lisboa ou qualquer outra - pode transformar mais uma viagem rotineira numa experiência enriquecedora. O investimento vale a pena e às vezes até a família pode se encontrar para passar junto o fim de semana.

As empresas preocupadas com seus talentos profissionais têm incentivado os executivos a abrir a cabeça para assuntos fora da sua área de atuação específica: música, artes plásticas, gastronomia, literatura. Mas o fato é que muita gente estabelece por conta própria uma verdadeira dicotomia entre trabalho e lazer, não se permitindo momentos de descontração.

Basta pouco para grandes experiências - a visita a um museu, alguns minutos numa galeria de arte ou igreja encontradas no caminho, um concerto de qualidade ou até o simples caminhar por novos trajetos. É o fato de viver experiências novas que ajuda a transformar informação em conhecimento. Na verdade, muitos executivos não são curiosos nem interessados e põem a culpa na empresa "madrasta".

Tenho minha própria cartilha para fazer render e tornar mais divertida uma viagem a trabalho:

:: faça sempre um caminho diferente entre o hotel e o local de trabalho.

:: note com interesse o que em geral se vê de relance: novas ruas, um novo prédio de boa arquitetura, vitrines atraentes. Estas em particular oferecem farta informação para um homem de vendas.

:: convide colegas para fugir da lanchonete do hotel e almoçar num lugar bonito, quem sabe até comer um sanduíche num parque aprazível. O segundo turno do dia será mais proveitoso.

:: se tiver tempo sobrando, troque a academia do hotel - em geral são de uma sem-graçura única - por caminhada ou corrida na rua ou parque (os hotéis costumam ter mapas com roteiros sugeridos).

:: use os serviços do concierge do hotel. Ele pode dar dicas excelentes sobre o que está acontecendo de mais interessante na cidade e nas vizinhanças do hotel.

:: e nunca deixe de levar um bom guia da cidade visitada: tudo o que você souber ou aprender sobre ela vai ser útil para melhorar a qualidade da viagem e, no momento certo, será usado a seu favor na vida profissional.



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