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Dez 2008/Jan 2009

Dinheiro que entra

A Apex-Brasil, mais conhecida pela promoção comercial lá fora, também
quer atrair investimentos para o país

Nely Caixeta
Reunião da Waipa no Rio: briga por investimentos
O Brasil foi o quarto país emergente a receber mais investimentos diretos estrangeiros em 2007, com um ingresso total de US$ 34,6 bilhões - atrás apenas da China, de Hong Kong e da Rússia. Mas de lá para cá aconteceu a mais grave crise financeira da história recente, e a previsão para 2009 é de uma queda de até 30% no fluxo global de investimentos transnacionais, que atingiu US$ 1,83 trilhão em 2007.

O Brasil pode, entretanto, sair- se melhor do que a média na atração desse dinheiro minguante. Segundo cálculos da Apex-Brasil, a agência brasileira de promoção comercial e de investimentos, 2008 terminaria com US$ 38 bilhões de investimentos diretos entrando no país. Esse valor chegaria perto de 30% de tudo o que a América Latina deve ter recebido em 2008.

A Apex-Brasil vai investir, em 2009, R$ 50 milhões em seminários internacionais, visitas de missões estrangeiras e outras atividades para mostrar aos investidores potenciais como fazer negócios no Brasil. Entre as 29 iniciativas já programadas estão a parceria numa rodada do Fórum Econômico Mundial no Rio de Janeiro (em inglês), em abril próximo, e a criação de uma Rede Nacional de Atração de Investimentos, com apoio do Banco Mundial, para treinar técnicos dos governos estaduais na busca de recursos externos.

Essa face da Apex-Brasil é menos conhecida do que a atividade tradicional de promover a exportação de produtos brasileiros. Mas os dois lados se complementam, segundo o presidente da agência, Alessandro Teixeira. "É um caminho de duas mãos", diz ele. "Ao atrair negócios de um determinado setor para o Brasil, acabamos fortalecendo toda a cadeia produtiva aqui dentro, o que resulta num fortalecimento de nossa base exportadora."

No início de dezembro, Teixeira, que é também presidente da Associação Mundial das Agências de Promoção de Investimentos (Waipa), reuniu no Rio de Janeiro um grupo de personalidades, entre as quais o ex-presidente do México Vicente Fox e os Prêmios Nobel de Economia Joseph Stiglitz (2001) e Edmund Phelps (2006), para discutir o impacto da crise sobre os investimentos diretos estrangeiros no mundo. Em tempos de escassez, sai ganhando quem tem uma estratégia bem traçada para disputar - e atrair - a atenção de quem tem dinheiro na mão para colocar em novos negócios.

Só em 2008, a Apex-Brasil promoveu mais de duas centenas de ações relacionadas a inteligência comercial, como estudos setoriais, de mercado e de oportunidades. "Temos equipes internas que se dedicam a perscrutar oportunidades no mundo", diz Teixeira. A China, os Estados Unidos, o Canadá, os países nórdicos e escandinavos, os Emirados Árabes e a Rússia são alguns dos alvos prioritários na busca por investidores, pelo potencial que têm para aportar ao Brasil, conforme o caso, capitais, tecnologias e novos empregos.

foto: Divulgação



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