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Lausanne

DIFERENTEMENTE das cidades importantes do Novo Mundo, a suíça Lausanne tem poucos habitantes – 125 mil – e muita história: foi fundada pelos romanos há cerca de dois mil anos. O brasileiro Roberto Abramovich vive lá há sete anos, trabalhando em marketing e inovação para a empresa que é, talvez, a mais conhecida marca suíça no mundo: a multinacional de alimentos Nestlé. Casado, pai de uma filha e fotógrafo amador, Roberto elogia os belos parques da sua cidade adotiva e a bem cuidada orla do Lago Léman, cenário de muitos dos passeios que ele sugere neste roteiro.

Roberto Abramovich
Lausanne: Poucos habitantes e muita história à beira do Lago Léman


Se tiver algumas horas...


Suba a pé até a Catedral de Lausanne para apreciar a vista, andar pelo centrinho e visitar a igreja (é muito austera e sem grandes obras de artes, apenas vitrais). Desça pela escada que passa pela Praça da Riponne e vire à esquerda na rua de pedestres, em direção à prefeitura. Pare na fonte em frente ao relógio: quando bate as horas, passam figuras de homenzinhos simulando uma batalha. Siga pela rua da Globus e suba até a Rue du Bourg, perto da Praça St. François. Logo ali está a Blondel, uma loja de chocolates de cair o queixo (e esvaziar os bolsos). Compre por unidade…


Siga à direita até a Praça St. François e desca a pé pela rua do Petit Chene até a estação de trem. Tome o metrô e vá para o bairro de Ouchy, o ponto mais descolado da cidade – são cerca de 5 minutos de trem (ou desça a pé, se preferir). Em Ouchy, passeie em volta do castelo, apreciando as vistas do lago, e ande à esquerda uns 300 metros até o Museu Olímpico. Visite, ao menos, o jardim em frente ao museu. Se o tempo estiver meio fechado, vale visitar o museu e voltar para almoçar na creperia d’Ouchy. Se o dia estiver legal, volte andando pela orla do lago na direção da renomada escola de administração IMD e, depois, ainda pela orla, até os restaurantes.


Uma alternativa rural e vinícola: pegue o trem local para a cidadezinha de Lutry (uns 9 minutos). Lá, você verá as belas vinhas de Lavaux e poderá visitar a cidade medieval, à beira do lago, com diversas galerias de arte e alguns bons e pequenos restaurantes. Volte de ônibus até a Praça St. François, no centrinho de Lausanne. Dê uma voltinha na Rue du Bourg, passe na frente do Starbucks e ande sobre a Grande Pont (onde há uma loja da Nespresso). De lá, você terá uma visão bem legal da cidade baixa (Flon) e da Catedral de Lausanne.



Se tiver um dia inteiro...


Com mais tempo, vale a pena esticar e curtir melhor os passeios básicos sugeridos na primeira parte deste roteiro. Assim, saia cedo e faça o roteiro da catedral e da cidade velha. Desça, então, até a Praça St. François e pegue o ônibus número 9 até Lutry. Dê uma volta pelas vinhas e pela cidade medieval e almoce em um dos restaurantes da orla. O La Barca, comandado por portugueses, é bom. E o Restaurant du Léman tem bons fondues de peixe e serve os vinhos da região (os donos são peruanos, não hesite em pedir um ceviche).


Volte de ônibus ou trem para Lausanne e siga para o bairro de Ouchy, onde poderá fazer o roteiro da orla e do Museu Olímpico. Se quiser fazer compras, pegue o metrô, vá até o Flon e explore as lojas. Termine o dia bebendo a cerveja local no restaurante Brasserie e comendo sua especialidade alsaciana: flammenkuche, um tipo de pizza de origem francesa, sem molho de tomate e com massa fininha e crocante.


Se tiver a noite livre e a ideia for provar um fondue, minha sugestão é reservar uma mesa, sem medo de errar, no Restaurante Chalet Suisse. O menu é todo ótimo, com preços corretos (e a maioria dos garçons fala português). É melhor ir de táxi (cerca de 30 francos). Uma alternativa para comer no centrinho é o Nomade, que tem pratos bem servidos e bons vinhos. O vizinho Punk é um bar com bons drinques.


Para quem vai comer fondue ou raclette (outra especialidade local), a regra de ouro é não acompanhar a refeição com água nem refrigerante, para a comida não pesar. Faça como os locais: beba vinho branco ou chá de ervas. E tome cuidado no verão: meio quilo de queijo num calor de 30 graus pode não cair muito bem. Outra dica: o imposto e a gorjeta estão inclusos na conta. Mas deixar dois ou três francos para o garçom é costume. Se a mesa for grande, deixe uma moeda extra de cinco francos.



Se tiver um  fim de semana inteiro...


No sábado, siga a recomendação acima para o dia inteiro. Mas busque saber, com antecedência, se há espetáculos de dança do famoso Béjart Ballet, sediado em Lausanne, seja no sábado à noite ou no domingo à tarde. Para o domingo, a recomendação depende da estação do ano: no verão, com um dia calorento, saia cedo e vá até Yvoire, na França. Você pode tomar um barco direto a partir de Ouchy ou ir de trem até a cidade de Nyon (também superbonita) e de lá pegar o barco até Yvoire – uma pequena vila medieval extremamente preservada, com restaurantes e lojinhas. Ótimo passeio para conhecer o lago e ver um pouco da Europa antiga.


Mas se o tempo não estiver lá essas coisas, não se intimide. Pegue o trem regional e vá até Montreux – sim, é a cidade do conhecido festival que revelou tantos músicos brasileiros para os europeus (compre o bilhete de ida e volta, que dá direito a usar todos os transportes públicos durante o dia). Da estação de trem de Montreux, desça até o lago e pegue o ônibus, que passa a cada 10 minutos, até o Château de Chillon. É um dos mais bem conservados da região e vale a visita. De volta a Montreux (se preferir, são uns 20 minutos de caminhada), faça um passeio na orla, tire uma foto em frente à estátua de Freddie Mercury e aproveite para ver as outras esculturas, que são lindas. Outro ônibus local vai levá-lo a Vevey, cidade conhecida por ser a sede mundial da Nestlé: desça no Hotel de Ville, ande pelo centrinho velho e vá até o lago ver a estátua de Charles Chaplin e o museu da alimentação (com um garfo gigante espetado na água). Pare para almoçar no Charlys, na beira do lago, ou em um dos restaurantes da Place du Marché.


Quem está de carro (ou quiser alugar), tem uma ótima alternativa: a cidade medieval de Gruyères, muito próxima, com a receita completa para o visitante brasileiro: paisagem verde cuidada à perfeição, o lago e montanhas em volta. É lá que se produz o queijo de mesmo nome: há queijarias e um museu (esqueça o "tipo Gruyères" que se vende no Brasil: não tem nada a ver). A região é famosa, também, por um creme de leite extraordinário servido no café. E os famosos chocolates ao leite da Nestlé têm origem na cidade vizinha de Broc (a 5 minutos de carro), onde há uma fábrica que organiza visitas e degustações diárias. Como se não bastasse, Gruyères fica no alto de uma colina e tem um château muito bonito com frequentes exposições de arte. Enfim, é obrigatório parar para um fondue ou uma raclette num dos restaurantes. De sobremesa, double crème de Gruyères et meringues (os nossos suspiros). Imperdível.




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