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25/06/2013

Etanol

O que esperar da solução brasileira para a energia limpa

Nely Caixeta

Para onde vai a indústria brasileira de bioenergia brasileira, baseda principalmente no álcool combustível (etanol) produzido a partir da cana-de-açúcar? Em que pé ficou o projeto de criar um mercado mundial para o etanol lançado na primeira década do século 21 pelos então presidentes do Brasil e dos Estados Unidos, Luís Inácio Lula da Silva e George W. Bush? Quais as perspectivas de entrada no mercado comercial do chamado etanol de segunda geração, o combustível produzido a partir da biomassa e dos resíduos da cana, hoje sendo pesquisado no Brasil e em outros países?


Essas e outras questões estarão em debate em São Paulo nos dias 27 e 28 de junho, durante o Ethanol Summit 2013, promovido pela Única (União da Indústria da Cana-de-Açúcar). Empresários, acadêmicos, pesquisadores independentes e funcionários de governos do mundo todo participarão dos debates, no momento em que a indústria brasileira do etanol, de um lado, comemora os 10 anos do carro flex; e de outro, debate as saídas de uma crise de investimentos e rentabilidade provocada pelas consequências da crise mundial de 2008.


O governo anunciou em abril um pacote de desonerações tributárias e créditos subsidiados para ajudar os usineiros brasileiros a sair da crise. Analistas e representantes do setor concordam em que as medidas são necessárias e positivas, mas apontam para um problema de fundo que permanece sem solução: a falta de um planejamento de longo prazo para a indústria, no quadro de uma política energética de largo fôlego que defina prioridades, metas e horizontes para as diversas fontes energéticas.


A indústria de bioenergia, em particular, se ressente de medidas que, na tentativa de controlar a inflação, acabaram por estimular o consumo de gasolina e restringir o mercado do etanol. Em consequência, no rastro da crise financeira, muitas usinas de produção de etanol tiveram de fechar, e a renovação da cana plantada, essencial para manter a produtividade do setor, foi comprometida. A discussão das saídas para esses gargalos é condição indispensável para que se cumpra a promessa de transformar uma solução criada e desenvolvida no Brasil — a substituição de um combustível fóssil por uma fonte de energia limpa e renovável para mover a frota de veículos do país — em um padrão mundial no futuro próximo.     



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