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03/09/2012

Plano de Audiovisual para aumentar a produção nacional está em consulta pública

Aprovado no início de agosto pelo Conselho Superior do Cinema, plano elaborado pela Ancine prevê dobrar o número de salas de cinema no país e ampliar outras formas de exibição

O Plano de Diretrizes e Metas para o Audiovisual ficará em consulta pública pelos próximos quatro meses. Depois desse período, irá novamente a debate no Conselho. O documento servirá como base das políticas públicas para produção audiovisual até 2020 e nessa fase de construção, pode ser alterado. A proposta apresentada ao público pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) faz um diagnóstico do setor no Brasil e propõe metas ousadas. Prevê dobrar as salas de cinema no país em oito anos, aumentando as atuais 2.206 salas para 4,5 mil. A meta é que 220 milhões de espectadores as frequentem a cada ano, gerando uma renda bruta de bilheteria de R$ 3,32 bilhões, duas vezes e meia acima da verificada há dois anos. Com isso, em 2020 seríamos o quinto maior produtor. Hoje estamos na décima posição


Mais do que a falta de salas, o setor reclama de gargalos na distribuição, que concentram as exibições nas grandes cidades e fazem do cinema um artigo de luxo no Brasil. Segundo o diagnóstico da própria Ancine, de cada dez salas de cinema no Brasil, sete estão em cinco estados do Sudeste e do Sul (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná), sendo mais da metade no Rio e São Paulo. Seis de cada dez salas ficam em 38 municípios com mais de 500 mil habitantes, que são 0,68% dos 5.565 municípios brasileiros. Em 2011, menos de 2% dos ingressos vendidos foram nas bilheterias de municípios com menos de 100 mil habitantes. Nas cidades com cinema, 85% do “parque exibidor” estão instalados em shoppings ou centros comerciais. Duas grandes redes de salas de cinema - Cinemark e Severiano Ribeiro - concentram 44,5% dos ingressos vendidos aos sábados, dia da semana de maior público. O diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel, reconhece a concentração, mas pondera que cerca de 4 mil municípios no País têm menos de 20 mil habitantes, portanto, com mercado pequeno e  baixa renda per capita, que inviabilizam o cinema. “Cabe ao Estado regular e induzir. Mas não basta a vontade, tem que partir das condições objetivas”, ressaltou ao lembrar que a instalação de cinemas é uma “decisão de agentes privados.”


O plano também propõe medidas para que o filme brasileiro fique com um terço da receita da bilheteria das salas comerciais em 2020. Em 2010, a participação foi inferior a 18%, o que equivalerá a R$ 970 milhões. Entre elas está a ampliação de uma para oito empresas brasileiras entre as exibidoras com mais de 100 salas de cinema no país e que as distribuidoras de capital nacional  sejam as fornecedoras dos filmes que rendam a metade dos bilhetes vendidos. Hoje o percentual é 29%. Em 2020, a projeção é que, anualmente, os filmes brasileiros ocupem 13 mil salas na estreia e a quantidade de longa-metragem distribuído por empresas nacionais passe dos atuais 64 filmes para 130 filmes a cada ano. Esta espécie de reserva de mercado, para Rangel, é na verdade, estratégica.  “As distribuidoras se empenham por suas produções. É uma questão econômica sob ótica da hiper concentração econômica”, explica. Com relação aos canais brasileiros de TV por assinatura, sugere um aumento dede 16 para 50.


O mercado das salas de cinema e das TVs por assinatura cresceram acima do PIB no ano passado, atingindo índices de 8% e 13%, respectivamente.


Para participar da Consulta Pública, clique aqui.


Fonte: Agência Brasil



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